
As eleições de 2026 prometem levar para as urnas rostos bem conhecidos da televisão e da internet. Figuras populares, de jornalistas a fenômenos virais, estão se movimentando para transformar sua notoriedade em capital político, disputando vagas no Congresso Nacional e em assembleias legislativas. A estratégia busca aproveitar a conexão direta com o público para garantir uma cadeira no poder.
Entre os nomes que já circulam nos bastidores da política, destaca-se o da jornalista Rachel Sheherazade. Após uma passagem de grande repercussão pelo reality show “A Fazenda”, ela se filiou ao PSD e planeja concorrer a uma vaga de deputada federal por São Paulo. O apresentador José Luiz Datena (PSDB) também retorna ao cenário, cogitando uma candidatura ao Senado pelo mesmo estado.
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A lista de Silvia Abravanel, apresentadora e filha de Silvio Santos, anunciou sua pré-candidatura a deputada federal pelo PL de São Paulo. Até mesmo Manoel Gomes, autor do hit viral “Caneta Azul”, pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo Maranhão, buscando surfar na onda de sua fama repentina.
O apelo da fama nas urnas
A entrada de celebridades na política não é um fenômeno novo, mas ganha força a cada eleição. O principal trunfo desses candidatos é a visibilidade. Enquanto políticos tradicionais precisam de tempo e investimento para se tornarem conhecidos, os famosos já partem com um reconhecimento massivo, o que representa uma enorme vantagem em campanhas curtas e disputadas.
Muitos eleitores desenvolvem uma sensação de proximidade com figuras públicas que acompanham diariamente na TV ou nas redes sociais. Essa familiaridade pode se converter em confiança, um ativo valioso na hora do voto. O público sente que já "conhece" o candidato, mesmo que essa relação seja unilateral.
Essa estratégia também se alimenta de uma desconfiança crescente na política tradicional. Ao se apresentarem como "outsiders", ou seja, pessoas de fora do meio político, as celebridades atraem eleitores insatisfeitos que buscam alternativas aos nomes de sempre. A imagem de alguém que veio "do povo" ou do mundo do entretenimento pode criar a percepção de uma renovação genuína no poder.

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