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Atriz versátil e engajada, Olivia Araújo transita por tevê, teatro e streaming

A atriz Olívia Araújo celebra momento importante da carreira com estreia do longa "Quinze dias" na Netflix e espetáculos teatrais que representaram o Brasil no exterior, além da escalação para a próxima novela das 18h da TV Globo

Olívia Araújo, atriz -  (crédito: Vinicius Mochizuki )
Olívia Araújo, atriz - (crédito: Vinicius Mochizuki )

Em um momento de expansão profissional como poucos, Olívia Araújo transita com naturalidade entre teatro, cinema, streaming e televisão. Mas, para a atriz, o segredo para não perder a profundidade em cada linguagem está na entrega singular a cada trabalho. "Cada personagem e cada história são únicos, e cada um deles pede um estudo, assim como as linguagens que são usadas nos diferentes meios. Acho que a autenticidade e a profundidade estão no gostar do que faço e em tratar cada uma dessas oportunidades como uma preciosidade. É dar o melhor que posso em cada trabalho", afirma.

O público da Netflix já pode conferi-la em Quinze dias, adaptação do livro de Vitor Martins, dirigida por Daniel Lieff. No longa, ela interpreta a psicóloga Olívia, e a história toca em temas caros à juventude contemporânea. "Vivemos tempos de muitas cobranças estéticas. Na verdade, sempre houve padrões muito rígidos, mas, nos últimos anos, com as redes sociais, isso ficou ainda maior, porque estamos todos mais expostos. O filme fala, com delicadeza e bom humor, de adolescentes lidando com a aceitação do próprio corpo, da sexualidade e da orientação sexual", explica.

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A atriz já sente o impacto positivo da produção: "Tem sido muito bonita a resposta do público que foi ao cinema e se emocionou com a história. Agora, chegando à Netflix, o alcance será ainda maior e mais acessível. Espero que o filme contribua para relações mais positivas e para que exista cada vez menos preconceito".

Outro projeto aguardado é o novo longa original do Globoplay protagonizado por Anitta, com direção de Fellipe Barbosa. Olívia guarda com entusiasmo a experiência: "Foi muito bom. Todo trabalho me ensina muito porque, como já disse, ele pede um estudo sobre o personagem e sobre a história que está sendo contada. Agora estou na expectativa do lançamento e espero que o público goste".

O Brasil bem representado lá fora

Neste sábado (22/8), Voar é o que me põe de pé, espetáculo solode Olivia Ataújo, será apresentado em São Paulo. A montagem terá duas sessões, às 14h30 e às 17h, no Teatro Arena B3, na Praça Antônio Prado, 48, no Centro Histórico.

Em julho, a atriz viveu um momento especial ao representar o Brasil em Luanda, Angola, no Festival Internacional de Teatro Cazenga (FESTECA). "Foi, sem dúvida, uma das coisas mais fortes que vivi nos últimos tempos. Foi lindo demais poder fazer essa troca artística. Foi minha primeira vez no continente africano e, em Angola, o público foi muito receptivo e carinhoso. Que essa troca aconteça mais vezes. Tenho o desejo de retornar com outros trabalhos", recorda ela, que apresentou o solo  e o musical Negra palavra – Poesia do Samba.

Pouco depois, ela desembarcou no Festival de Teatro do Rio com o espetáculo Negra palavra, que lotou as sessões. "Imagine o tamanho da nossa alegria de voltar dessa experiência linda em Angola para o Festival do Rio, com casa cheia. Esse trabalho fala da beleza que são as letras de samba que estão no nosso dia a dia. Fala da nossa cultura. São letras que falam de amor, política, sociedade e humor. E quando o público reconhece o samba que está sendo feito, é maravilhoso", celebra.

Olivia Araújo, atriz
Olivia Araújo, atriz (foto: Vinicius Mochizuki)

A potência política e artística do musical, para ela, é inerente à própria arte. "A arte existe para jogar luz, causar reflexão sobre questões humanas que talvez fossem difíceis de externar, mas às quais a arte tem acesso. Arte sempre é política e social. É falar de nós, da nossa cultura, da nossa língua, do nosso sotaque, do nosso jeitinho. E entender que tudo isso é muito valoroso", defende.

Sobre a responsabilidade de representar o Brasil artisticamente no exterior, Olívia é direta: "A responsabilidade é grande porque o Brasil é imenso, com manifestações artísticas e culturais riquíssimas. E a gente se dá conta dessa potência quando estamos fora do país. Poder mostrar, ao menos um pouco, tudo o que temos é uma honra."

Novela à vista

Quando perguntada sobre os próximos voos, ela não hesita: "Eu quero correr o mundo, o máximo que der. Quero participar dos festivais nacionais e internacionais, levar as peças e os filmes para onde for possível. Tenho muita curiosidade e interesse em trocar sobre a vida e a arte com o máximo de pessoas. É difícil nomear uma única coisa. Eu quero seguir fazendo o que faço. E, como isso é um desafio e também um sonho, o ideal é seguir atuando."

Além das estreias no cinema e no streaming, Olívia também está escalada para Lá na minha terra, nova novela das 18h da Globo, que integra o mesmo universo de No Rancho Fundo e Mar do Sertão, com autoria de Mário Teixeira e direção artística de Allan Fiterman. A atriz, que parece viver um voo contínuo, resume seu estado de espírito: "A minha relação é total, a minha primeira língua, vamos dizer assim. É o lugar onde me reorganizo, onde me sinto segura para que as minhas emoções, das mais delicadas às mais brutas, estejam todas a serviço do atuar, a serviço do palco".

 


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postado em 20/08/2026 05:00
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