A mostra Elas dirigem 2026. Edição Brasília apresenta cinco produções alemãs dirigidas por mulheres entre 10 e 14 de novembro, às 18h30, no Sesc Estação 504 Sul. Com entrada gratuita, o evento exibe obras de Natja Brunckhorst, Christina Tournatzés, Constanze Klaue, Milena Aboyan e Sonja Heiss.
A realização reúne a Embaixada da Alemanha no Brasil, o Goethe-Zentrum Brasília e o Sesc-DF. As narrativas conectam experiências individuais a temas sociais: mudanças após a reunificação alemã, juventude, busca por justiça e conflitos entre autonomia e expectativas culturais.
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"O cinema tem o poder de mudar perspectivas e abrir diálogos sobre as questões que moldam nossas sociedades. Ao celebrarmos a direção feminina, estamos não só reconhecendo o talento de grandes cineastas, mas também promovendo a equidade e dando voz àquelas que transformam suas realidades e suas lutas em arte", afirma Christoph Oversohl, Conselheiro para Assuntos de Imprensa e Cultura da Embaixada da Alemanha no Brasil.
Programação da mostra
No dia 10 de novembro, o público confere a comédia Dois para um, com direção e roteiro de Natja Brunckhorst. Ambientada no verão de 1990, a trama acompanha três amigos que encontram milhões de marcos orientais em uma mina e tentam trocá-los pela moeda ocidental. A sessão inclui brinde de honra para os presentes.
Em 11 de novembro, o espaço exibe Karla, estreia de Christina Tournatzés em longas. Baseado em fatos de 1962, o enredo foca em uma garota de 12 anos que acusa o pai de abuso sexual e busca justiça com o apoio de um juiz. A obra venceu prêmios de direção e roteiro no Festival de Cinema de Munique de 2025.
No dia 12 de novembro, a programação destaca Esmurrando o mundo, de Constanze Klaue. Reconhecida com o Prêmio da Paz do Cinema Alemão na categoria de novos talentos, a narrativa retrata dois irmãos no interior do leste alemão entre 2006 e 2015, abordando a falta de perspectivas e a violência.
A sessão de 13 de novembro traz o drama Elaha, primeiro longa de Milena Aboyan. A história acompanha uma jovem alemã-curda de 22 anos que enfrenta a expectativa cultural da virgindade antes do casamento e passa a refletir sobre a autonomia do próprio corpo.
A mostra encerra em 14 de novembro com Quando voltará a ser como nunca foi, de Sonja Heiss. Indicado ao Prêmio do Cinema Alemão em melhor filme e direção, o longa adapta a obra de Joachim Meyerhoff e retrata a infância de um menino criado dentro de um grande hospital psiquiátrico.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
