
A farmacêutica Eli Lilly and Company abriu seis novas ações judiciais contra entidades nos Estados Unidos que vendem versões ilegais da retatrutida. Conforme comunicado divulgado nesta quarta-feira (12/8), a empresa também denunciou centenas de infratores a órgãos reguladores em todo o mundo, intensificando o combate ao mercado clandestino do medicamento experimental.
A companhia convocou plataformas de mídia social, empresas de comércio eletrônico, operadoras de cartão de crédito e transportadoras a ajudarem na proteção de pacientes. Segundo a Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, medicamentos não aprovados podem apresentar riscos significativos.
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A retatrutida é uma molécula experimental em fase 3 de ensaios clínicos para o tratamento de obesidade e diabetes tipo 2. Nenhum medicamento com essa substância foi aprovado por qualquer agência reguladora no mundo, e sua venda ao consumidor é proibida.
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"O que está sendo vendido no mercado negro não é um medicamento — é totalmente não verificado, não aprovado e não vale o risco", disse David A. Hyman, diretor médico da Lilly.
Vendedores ilegais e empresas que se passam por fornecedores médicos, como "spas médicos" e "clínicas de bem-estar", vendem abertamente o produto. Geralmente, esses medicamentos são produzidos por fabricantes estrangeiros sem regulamentação.
Ações contra o comércio ilegal
As ações judiciais da Lilly visam entidades nos EUA, incluindo farmácias de manipulação, clínicas de estética e vendedores on-line. A empresa também encaminhou mais de 200 indivíduos e entidades à FDA, ao Departamento de Justiça e a outras autoridades.
Além disso, a farmacêutica relatou mais de 14.000 sites, anúncios e postagens em mídias sociais que comercializavam ilegalmente a retatrutida em mais de 100 países.
A Lilly pede que outras organizações se unam no combate ao mercado ilegal:
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Órgãos reguladores e policiais: devem priorizar a fiscalização e coordenar ações para desmantelar redes criminosas.
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Plataformas de mídia social e e-commerce: precisam tomar medidas proativas para bloquear a prática.
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Empresas de pagamento e logística: devem interromper a infraestrutura que permite o comércio ilegal.
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Profissionais de saúde: precisam conscientizar sobre os riscos envolvidos.
Qualquer pessoa pode ajudar denunciando produtos ilegais de retatrutida para as autoridades ou para a Central de Atendimento da Lilly.
Processos judiciais abertos pela Lilly
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Eli Lilly & Co. v. Aesthetic Envy Cosmetic Centers LLC, d/b/a Aesthetic Envy
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Eli Lilly & Co. v. Astra LLC, d/b/a Astra Peptides
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Eli Lilly & Co. v. Legendary Peptides, LLC
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Eli Lilly & Co. v. Striker Pharmacy, LLC
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Eli Lilly & Co. v. Texas Peptides Inc.
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Eli Lilly & Co. v. Lone Star Peptide Co.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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