O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira (8/10), que as negociações sobre tarifas com os Estados Unidos seguem ativas. O ministro garantiu que os debates não sofrem interferência do processo eleitoral brasileiro.
"Nós estamos discutindo comércio exterior. É compra e venda de bens e serviços, e ponto final. Quem quiser colocar eleição na mesa não terá o Brasil como um dos negociadores", disse aos jornalistas. A declaração ocorreu antes do evento Conexões Produtivas, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
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Cronograma e próximos passos das conversas
De acordo com o ministro, as conversas com autoridades norte-americanas durante o G20, na semana passada, geraram um diálogo positivo entre as duas partes.
O governo brasileiro aguarda agora o envio de um termo de referência elaborado pelos Estados Unidos. A previsão oficial indica que o documento deve chegar em três ou quatro semanas para permitir a continuidade da negociação.
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"Eu imagino que no começo do mês que vem a gente receba esse documento, possa publicizar e responder para os EUA fazendo as ofertas", afirmou Márcio Elias Rosa sobre os prazos previstos.
Defesa de interesses estratégicos e reciprocidade
O representante brasileiro reiterou que o país mantém uma postura firme contra concessões unilaterais. Entre os tópicos mencionados que exigem reciprocidade estrita estão:
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A abertura integral do mercado nacional para indústrias químicas e automotivas;
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O controle sobre minerais críticos;
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A interferência externa no sistema de pagamentos Pix.
"Eu espero que o Brasil jamais aceite o que foi proposto no passado, ainda que voltem a propor. Porque seria a submissão do país aos interesses de outra nação, o que é absolutamente indigno, incompatível com a nossa grandeza, com a relevância do nosso país", declarou o ministro.
Com informações da Agência Estado
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
