
A notícia que abalou o futebol brasileiro e espanhol foi confirmada: o atacante Rodrygo, do Real Madrid e da seleção brasileira, sofreu uma ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e do menisco lateral do joelho direito. A grave lesão, ocorrida durante a partida contra o Getafe na segunda-feira (2 de março de 2026), afastará o jogador dos gramados por um longo período, tirando suas chances de disputar a Copa do Mundo. O próximo passo é um procedimento cirúrgico complexo, seguido por meses de intensa recuperação.
A lesão do LCA é uma das mais temidas por atletas, pois compromete a estabilidade do joelho. Esse ligamento funciona como uma corda resistente que conecta o fêmur (osso da coxa) à tíbia (osso da canela), impedindo que a perna se desloque para frente de forma anormal. Sem ele, movimentos de rotação, drible e mudança de direção se tornam praticamente impossíveis em alto nível. A lesão adicional no menisco, uma estrutura de cartilagem que amortece o impacto, torna o quadro ainda mais delicado.
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Como funciona a cirurgia de reconstrução?
Diferente do que muitos imaginam, o procedimento não "costura" o ligamento rompido. Na realidade, ele é substituído por um enxerto, que funciona como um novo ligamento. Geralmente, esse tecido é retirado do próprio paciente, sendo as fontes mais comuns o tendão patelar ou os tendões isquiotibiais. No caso de Rodrygo, que também rompeu o menisco, o procedimento pode incluir o reparo (sutura) ou a remoção parcial da cartilagem danificada, tornando a cirurgia mais complexa.
A cirurgia é feita por artroscopia, uma técnica minimamente invasiva. O cirurgião realiza pequenas incisões no joelho para inserir uma microcâmera e os instrumentos necessários. Primeiro, os restos do ligamento rompido são removidos e o menisco é tratado. Em seguida, pequenos túneis são perfurados no fêmur e na tíbia, exatamente onde o LCA original se conectava. O enxerto é então passado por esses túneis e fixado com parafusos especiais, que se integram ao osso com o tempo.
E o longo caminho da recuperação?
A cirurgia é apenas o começo de uma jornada desafiadora. A reabilitação é dividida em fases e exige disciplina total do atleta. Nas primeiras semanas, o foco é controlar a dor e o inchaço, além de recuperar a amplitude de movimento do joelho com a ajuda de fisioterapia. O uso de muletas é indispensável nesse período inicial.
Com o passar dos meses, o trabalho de fortalecimento muscular se intensifica. É crucial reequilibrar a força dos músculos da coxa e do quadril para proteger o novo ligamento. Apenas na fase final o jogador começa a transição para o campo, com corridas leves, seguidas por exercícios de mudança de direção e, finalmente, atividades com bola. Devido à dupla lesão, o retorno aos gramados costuma levar de sete a dez meses, e o objetivo é garantir que o atleta volte a atuar no mesmo nível de antes.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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