INVASÃO

Protestos contra ataque dos EUA à Venezuela se espalham pelo mundo

Manifestações em capitais da América Latina, Europa e Ásia criticam a intervenção americana; na Flórida, atos apoiam Donald Trump

  Um manifestante usando uma máscara do presidente dos EUA, Donald Trump, se apresenta durante um protesto que condena o ataque dos EUA à Venezuela e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, em frente à embaixada dos EUA em Seul, em 5 de janeiro de 2026.     -  (crédito:  AFP)
Um manifestante usando uma máscara do presidente dos EUA, Donald Trump, se apresenta durante um protesto que condena o ataque dos EUA à Venezuela e a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, em frente à embaixada dos EUA em Seul, em 5 de janeiro de 2026. - (crédito: AFP)

Protestos contra a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela se espalharam por diferentes regiões do mundo nos últimos dias. As manifestações criticam a operação que resultou na retirada do presidente Nicolás Maduro do poder e apontam a ofensiva americana como uma violação da soberania venezuelana e do direito internacional.

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Na própria Venezuela, milhares de pessoas foram às ruas de Caracas no domingo (4/1) para protestar contra a presença militar estrangeira no país. Os atos reuniram apoiadores do governo deposto, movimentos sociais e grupos que classificam a operação como uma imposição externa sobre o futuro político venezuelano.

No Brasil, manifestações ocorreram em Brasília, com atos na Esplanada dos Ministérios, em frente a prédios públicos e na embaixada da Venezuela. Os protestos criticaram a intervenção dos Estados Unidos e alertaram para os impactos regionais da escalada do conflito.

Já na Espanha, manifestantes se concentraram em Madri, onde vive uma expressiva comunidade venezuelana. Os atos denunciaram a ação militar americana e reforçaram críticas ao papel de Washington na política latino-americana.

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Na Ásia, protestos foram registrados nas Filipinas, com manifestações em Manila. Grupos políticos e movimentos sociais condenaram a operação dos Estados Unidos e defenderam o respeito à autodeterminação da Venezuela.

Também foram registradas manifestações na Coreia do Sul nesta segunda (5/1). Grupos realizaram atos diante da Embaixada dos Estados Unidos em Seul, condenando os ataques à Venezuela e pedindo o fim das ações militares no país.

No Caribe, atos também ocorreram em Porto Rico, onde manifestantes criticaram a intervenção militar e denunciaram o impacto das ações americanas sobre países latino-americanos e caribenhos.

Em Cuba, dezenas de pessoas se reuniram no sábado em Havana para protestar contra a operação dos Estados Unidos. Aliado histórico de Maduro, o governo cubano condenou publicamente a ação militar e acusou Washington de desestabilizar a região.

Na Colômbia, multidões foram às ruas de Bogotá no sábado. “Como mulher latino-americana, queremos dizer ao mundo que estamos rejeitando de forma absoluta e inequívoca essa invasão criminosa, assassina e colonialista”, afirmou Martha Elene Huertas à Reuters.

Na Índia, integrantes e apoiadores de partidos de esquerda se reuniram em Nova Déli, no domingo, em demonstração de solidariedade à Venezuela. Já na Turquia, manifestações foram registradas em Ancara e Istambul, com faixas que denunciavam o “imperialismo” e exigiam que os Estados Unidos “tirem as mãos da Venezuela”.

O cenário, no entanto, não foi homogêneo. Na Flórida, por exemplo, estado americano com grande comunidade venezuelana, manifestações ocorreram em apoio ao presidente Donald Trump e à operação militar. Os atos defenderam a ação dos Estados Unidos como necessária para pôr fim ao regime de Maduro.

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postado em 05/01/2026 13:08 / atualizado em 05/01/2026 16:17
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