
A eleição do deputado Leur Lomanto Jr. (União-BA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados coloca sob nova condução a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1, uma das principais prioridades do Legislativo e do Palácio do Planalto neste ano.
Escolhido por unanimidade nesta terça-feira (10/2), Lomanto assume o colegiado responsável por analisar a admissibilidade da proposta, etapa considerada decisiva para o avanço do texto no Congresso, especialmente em um ano eleitoral.
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a expectativa é votar a PEC no plenário ainda em maio. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar defendeu a modernização das relações de trabalho e destacou que o debate será conduzido de forma ampla.
“O mundo evoluiu, as tecnologias se desenvolveram e o Brasil não pode ficar pra trás. Vamos capitanear a discussão ouvindo a sociedade e o setor produtivo, com a expectativa de votação em maio”, escreveu Motta.
Na segunda-feira (9/2), o presidente da Casa anunciou o envio formal da proposta à CCJ. Segundo ele, após a análise de constitucionalidade pelo colegiado, o texto será encaminhado para uma comissão especial, responsável por discutir o mérito da matéria.
Caso seja aprovado tanto na CCJ quanto na comissão especial, o texto seguirá para votação em dois turnos no plenário da Câmara, etapa que, de acordo com a previsão do comando da Casa, deve ocorrer ainda no mês de maio.
União Brasil articula avanço
A escolha de Leur Lomanto Jr. para a presidência da CCJ foi confirmada previamente pelo líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas Fernandes (MA), que destacou o perfil técnico e conciliador do parlamentar. Em publicação nas redes sociais, Pedro Lucas afirmou que Lomanto reúne “preparo técnico, equilíbrio e compromisso com a Constituição”.
Mais cedo, em entrevista exclusiva ao Correio, Pedro Lucas reforçou que a bancada do União Brasil está comprometida com o avanço da PEC da escala 6x1. Segundo ele, houve entendimento com a presidência da CCJ para dar celeridade à análise da admissibilidade do texto.
“O certo é que não é uma pauta só do governo federal, é uma pauta do Congresso. O grande objetivo é encontrar um equilíbrio entre empregador e empregado”, afirmou.

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