ELEIÇÕES 2026

Primeira pesquisa após divulgação de áudios de Flávio Bolsonaro sai na terça

Levantamento nacional da AtlasIntel será divulgado em 19 de maio e inclui cenários eleitorais, avaliação do governo Lula e repercussão do caso Banco Master

A AtlasIntel registrou no Tribunal Superior Eleitoral uma nova pesquisa nacional de intenção de voto para a Presidência da República. O levantamento será divulgado na próxima terça-feira (19/5), após cinco dias de entrevistas realizadas entre ontem (13/5) e segunda-feira (18/5).

Segundo o registro BR-06939/2026, a pesquisa ouvirá 5 mil eleitores em todo o país. A margem de erro estimada é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O custo informado do levantamento é de R$ 75 mil, pagos pela própria AtlasIntel.

O levantamento será o primeiro divulgado pelo instituto após a repercussão das conversas entre o senador Flávio Bolsonaro e ao empresário Daniel Vorcaro, então dono do Banco Master. O caso ganhou destaque depois da divulgação de mensagens e áudios pelo site Intercept Brasil.

Pesquisa testará vários cenários eleitorais

O questionário registrado no TSE prevê diferentes simulações para a eleição presidencial de 2026. Em um dos cenários, os entrevistados poderão escolher entre nomes como Lula, Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Ronaldo Caiado. Outro cenário inclui Michelle Bolsonaro no lugar de Flávio Bolsonaro.

A pesquisa também vai medir cenários de segundo turno. Entre eles, confrontos entre Lula e Jair Bolsonaro, Lula e Flávio Bolsonaro, além de disputas envolvendo Romeu Zema e Ronaldo Caiado.

Outro bloco do questionário mede rejeição eleitoral. Os entrevistados poderão indicar em quais políticos “não votariam de jeito nenhum”. A lista inclui nomes como Lula, Jair Bolsonaro, Fernando Haddad, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Caso Banco Master entra no levantamento

Parte importante da pesquisa será dedicada ao impacto político das conversas atribuídas a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. O questionário pergunta se os entrevistados ficaram sabendo do caso e se ouviram os áudios divulgados.

Os participantes também deverão responder se as mensagens os surpreenderam e qual interpretação fazem sobre o conteúdo das conversas. Entre as opções disponíveis estão a avaliação de que houve apenas tentativa de apoio financeiro para um filme sobre Jair Bolsonaro ou a percepção de possível envolvimento de Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master.

Outro trecho do levantamento busca medir o impacto eleitoral do episódio. Os entrevistados dirão se ficaram mais ou menos dispostos a votar em Flávio Bolsonaro após conhecer o conteúdo divulgado. Também responderão se acreditam que o caso enfraqueceu ou fortaleceu sua possível candidatura presidencial.

Há ainda uma pergunta específica para eleitores de Jair Bolsonaro. Eles serão questionados se Flávio Bolsonaro deveria manter a candidatura à Presidência ou apoiar outro nome.

Economia, governo e temas sociais também serão avaliados

Além da corrida presidencial, a pesquisa medirá a aprovação do governo Lula e a avaliação de temas econômicos e sociais. O questionário inclui perguntas sobre inflação, mercado de trabalho, renda familiar e expectativa econômica para os próximos meses.

Os entrevistados também avaliarão propostas e medidas do governo federal, como a reforma tributária, o programa Pé-de-Meia, a gratuidade no Farmácia Popular e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Outro bloco aborda temas de costumes e direitos sociais, incluindo legalização do aborto, legalização da maconha e políticas de cotas.

Perfil dos entrevistados

A AtlasIntel informou que utilizará coleta via questionário estruturado na internet, com pós-estratificação da amostra para representar o eleitorado brasileiro. O plano amostral considera sexo, idade, escolaridade e renda familiar.

Segundo o registro apresentado ao TSE, 52,8% da amostra prevista será composta por mulheres e 47,2% por homens. A faixa etária mais representada será a de 45 a 59 anos, com 25,5% dos entrevistados. Pessoas com ensino médio completo ou incompleto devem representar 40,7% da amostra.

O instituto informou ainda que ao menos 15% dos questionários passarão por checagem manual para identificação de possíveis inconsistências antes da divulgação dos resultados finais.

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