A bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados comunicou, neste sábado (23/5), que vai apresentar uma notícia de fato com duas denúncias à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP).
Uma das denúncias ao parlamentar é acerca das viagens de Frias para Bahrein e para os Estados Unidos sem o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A autorização é norma prevista no Regimento Interno da Câmara dos Deputados em casos de viagens parlamentares ao exterior, quando se trata de agenda oficial, exigência que não foi totalmente atendida nesse caso, como noticiado pelo Correio nesta quinta-feira (21/5).
O segundo ponto apresentado pela bancada diz respeito ao possível caso de “rachadinha” no gabinete do deputado, que foi revelado após a divulgação de comprovantes que mostram que uma ex-funcionária do gabinete pagou faturas do cartão de crédito da esposa do parlamentar, fez transferências via pix para a mãe Mario Frias e transferiu valores ao então chefe de gabinete.
“Os elementos divulgados apontam para possível prática de 'rachadinha', com desvio de salários de assessores e utilização privada de recursos vinculados à atividade parlamentar”, destaca a bancada do PT.
De acordo com os parlamentares petistas, o caso não é isolado entre políticos da oposição. A notícia fato faz uma comparação entre o caso recente de Frias e o escândalo de “rachadinha” no gabinete do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em 2018, há época deputado estadual.
“A família Bolsonaro também foi alvo de investigação sobre rachadinhas, furto de joias e a aquisição de 107 imóveis, 51 deles com uso total ou parcial de dinheiro vivo. Agora, o mesmo campo político reaparece conectado ao Banco Master, com áudios divulgados pelo Intercept em que Flávio Bolsonaro e Mário Frias cobram dinheiro”, conclui a base governista da Casa Legislativa.
Ao Correio, a assessoria de Mario Frias afirma que os pedidos de autorização para viagem foram devidamente protocolados e colocados no sistema da Câmara. Fontes do partido ressaltam que, para o PL, o caso não passa de um problema interno da Casa e não revela quaisquer atos de má-fé do parlamentar.
