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Cleitinho abandona corrida ao governo de Minas

Senador anuncia que não será candidato ao governo do estado. Decisão ocorre após longo impasse entre o parlamentar e o partido dele, o Republicanos

Cleitinho pediu perdão à população mineira:
Cleitinho pediu perdão à população mineira: "Não estou bem" - (crédito: Reprodução/Instagram)

Após meses de impasse, o senador Cleitinho de Azevedo (Republicanos-MG) decidiu não concorrer ao governo de Minas Gerais. O anúncio ocorreu nessa segunda-feira, depois de uma reunião com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, e com o presidente estadual, Euclydes Pettersen, em Brasília. O parlamentar apontou como motivo a fragilidade psicológica, tendo em vista a perda do irmão Matheus Azevedo, no último dia 18, vítima de complicações da leucemia.

Ao comunicar a decisão, Cleitinho chorou e pediu desculpas à população do estado. "Quero me dirigir ao povo mineiro. Pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar na campanha do jeito que eu estou. Não estou bem, eu preciso me recuperar, cuidar de mim", justificou, em vídeo publicado nas redes sociais no qual aparece ao lado de Pereira e Pettersen. A desistência ocorre na contramão do que mostram pesquisas eleitorais, segundo as quais o senador liderava em todos os cenários de primeiro e segundo turnos para o Palácio Tiradentes.

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Na postagem, o presidente do Republicanos enfatizou que o partido deu todas as oportunidades e condições para que a candidatura fosse viabilizada, mas que a decisão final coube ao senador e ocorreu de forma espontânea.

"Debatemos exaustivamente esse tema e ligamos para os possíveis partidos aliados — PL, União, PP —, e Cleitinho tomou uma decisão espontaneamente diante do momento difícil que está vivenciando", frisou. Ele também relembrou que ambos se reuniram na quinta-feira e passaram mais de cinco horas conversando a respeito do assunto.

Com isso, prevalece a posição do Republicanos anunciada na quarta-feira. Na ocasião, o partido afirmou que esteve pronto e "trabalhou duro" para lançar Cleitinho ao governo, mas que a candidatura "nunca foi formalmente assumida por quem deveria liderá-la". Além disso, apontou a ausência do parlamentar na convenção estadual da legenda. "Apesar das justificativas pessoais, representou um fato político objetivo, que produziu consequências inevitáveis", acrescentou.

Horas depois da nota do partido, Cleitinho convocou uma coletiva de imprensa e anunciou que seria, sim, candidato ao governo, com o ex-prefeito de Patos de Minas Eduardo Falcão como vice. Desde então, ele tentou reverter a decisão do partido. No fim de semana, reuniu-se com líderes do PL em Minas Gerais — os deputados Domingos Sávio, ex-presidente estadual da sigla, e Zé Vitor, atual presidente — para tratar do assunto. Segundo fontes, o PL teria garantido apoio a ele no estado, caso a candidatura fosse confirmada.

Segundo a pesquisa Quaest divulgada na última semana, sem Cleitinho na disputa, o cenário para o governo de Minas Gerais fica mais acirrado. Os dados apontam que o ex-prefeito de Belo Horizonte (MG) Alexandre Kalil (PDT) teria 15% das intenções de voto. No entanto, com a margem de erro de três pontos percentuais, ele empata com Patrus Ananias (PT), que tem 13%. Em terceiro, aparece o atual governador do estado Mateus Simões (PSD), com 9%.

 

 

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postado em 04/08/2026 05:00
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