O livro O Código 12 - As surpreendentes revelações sobre o assassinato de JK pela ditadura militar, da Matrix Editora, sustenta que a morte de Juscelino Kubitschek em 22 de agosto de 1976 não foi um acidente. O jornalista Alex Solnik argumenta, com base em evidências técnicas e documentais, que o ex-presidente e seu motorista, Geraldo Ribeiro, foram vítimas de uma sabotagem na Rodovia Presidente Dutra.
A publicação ocorre enquanto a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos, do Ministério dos Direitos Humanos, se movimenta no caso. Em maio deste ano, um relatório do grupo reconheceu "graves erros técnicos, falhas e suposições não comprovadas" nas provas de 1976. O próximo passo será oficializar que a morte de JK foi "não natural, violenta, causada pelo Estado brasileiro".
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O título da obra faz referência a um método de eliminação da ditadura. Uma carta de 1978 do vice-almirante Cândido da Costa Aragão denunciava operações do Serviço Nacional de Informações (SNI) de "assassinato disfarçado de acidente de automóvel". No documento, Aragão acusava o general João Batista Figueiredo, então chefe do SNI, de ser o mandante da morte de JK, uma acusação que nunca foi contestada.
Evidências de sabotagem
Solnik detalha no livro o laudo do engenheiro Sérgio Ejzenberg, elaborado em 2019, que confirma que o ônibus da Viação Cometa nunca tocou o carro de JK. A obra também explora uma reunião sigilosa do ex-presidente minutos antes da colisão em um hotel-fazenda de um dos fundadores do SNI. Ao deixar o local, o motorista de Kubitschek questionou se alguém havia mexido no veículo.
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A destruição sistemática de provas sob guarda do Estado também é abordada, como o desmantelamento do automóvel e a ausência de exames no processo, justificados por "ordens superiores". Quinze dias antes do ocorrido, a morte de JK em um acidente na Dutra chegou a ser noticiada e desmentida, indicando que os planos para o assassinato já estavam em andamento.
O livro traz uma entrevista com Serafim Jardim, secretário particular de JK que reabriu o caso em 1996. A exumação do corpo de Geraldo Ribeiro, motorista do ex-presidente, revelou um fragmento de metal em seu crânio. O autor ainda reconstrói os últimos dias de JK, incluindo um jantar em que o empresário Adolpho Bloch implorou para que ele não viajasse pela Dutra.
Em um dos capítulos, o autor relata um encontro com um suposto ex-agente do SNI, de 91 anos, que afirma ter vigiado JK por 12 anos. O "Agente X" apresentou cópias de relatórios sobre a vigilância e a sabotagem. Solnik adverte no livro que não pôde verificar a autenticidade desses documentos, diferenciando o que é prova documentada de relatos não verificáveis.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
