
Ex-reitores e ex-reitoras divulgaram nesta quinta-feira (10/9) uma carta pública em apoio à candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O manifesto defende que um novo governo do petista seja um “farol democrático para o mundo”.
“Uma política de educação radicalmente pública só se realizará com um governo comprometido com a democracia, a soberania e os anseios da sociedade brasileira. Por isso, apoiamos a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República e, com ele, as candidaturas aos governos estaduais e ao Legislativo federal e estadual comprometidas com as causas democráticas, a educação, a cultura e a ciência”, afirma o documento.
O texto é assinado por 147 ex-dirigentes, incluindo três ex-reitores da Universidade de Brasília (UnB): Antônio Ibañez Ruiz, José Geraldo de Sousa Júnior e Márcia Abrahão Moura.
A carta também chama atenção para a “brutal queda orçamentária dos Ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação”.
“Nossas universidades, institutos e escolas federais necessitam de um ambicioso programa de requalificação da infraestrutura, de melhoria das condições de trabalho e de robustas políticas de assistência estudantil”, pontua o manifesto.
Os ex-reitores defendem que o investimento em pesquisa e desenvolvimento alcance 2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2034. Além disso, chamam atenção para a valorização dos professores, incluindo a defesa de carreiras com dedicação exclusiva e remuneração digna.
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“A universalização de carreiras com dedicação exclusiva para todos os docentes — da educação básica, tecnológica e superior públicas — é imperativo inadiável, que deve assegurar-lhes formação de qualidade socialmente referenciada e remuneração digna.”
Autonomia universitária
O manifesto também defende a autonomia universitária diante da dependência de plataformas privadas e tecnologias estrangeiras, incluindo serviços de nuvem e ferramentas de inteligência artificial.
“Quem controla a infraestrutura digital do ensino controla o que pode ser ensinado, avaliado e sabido”, destaca o documento.
Além da soberania nacional, os educadores defendem a soberania digital, com infraestrutura pública de dados, softwares livres, computação e conectividade a serviço das instituições brasileiras.
O grupo também se posiciona contra a mercantilização da educação e defende uma educação pública, gratuita, laica e autônoma.
“É urgente reverter a mercantilização da educação e restabelecer os valores constitucionais relativos à educação, à ciência, à arte e à cultura, afastando esses direitos fundamentais da esfera da mercadoria.”
O manifesto termina convocando a comunidade educacional e a sociedade brasileira a se somarem ao movimento em defesa dessas pautas.

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