Eleições 2026

TSE adotará mecanismo de transparência nas pesquisas

Presidente da Corte anuncia novo formulário que será preenchido pelas empresas para facilitar entendimento do eleitor sobre os dados

Kássio Nunes:
Kássio Nunes: "No segundo turno, vamos priorizar medidas para ampliar a transparência e tornar mais didáticas as informações sobre as pesquisas"  - (crédito: Luiz Roberto/TSE)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, afirmou, na noite desta quarta-feira (4/10), que a Justiça Eleitoral vai adotar um novo mecanismo para dar mais transparência às pesquisas eleitorais. O objetivo é facilitar o entendimento do eleitor sobre como é feito cada levantamento. As declarações foram dadas na sede da Corte, após o resultado da votação no primeiro turno das eleições, que definiu que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva vão se enfrentar no segundo turno das eleições. No primeiro turno, o candidato Flávio Bolsonaro registrou mais votos que Lula, fenômeno que contraria a maioria das pesquisas das últimas semanas.

De acordo com Kássio, todas as empresas que fizerem as pesquisas terão de preencher um formulário, de cerca de duas páginas, com informações relevantes para o eleitor. Entre os itens citados por ele, estão informações sobre quando aquela empresa foi aberta e desde quando tem registro no TSE. “O consenso que tivemos (TSE e institutos de pesquisa) é que a prioridade para o momento eram dias, se dar mais transparência aos registros e tentar uma forma de colocar uma parte mais didática neste registro”, disse.

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O magistrado infiormou ainda que a forma como as pesquisas são apresentadas hoje, dificulta a leitura e interpretação pelos cidadãos. “O registro é complexo. O cidadão comum não quer ler 40 laudas. Isso fica para os advogados e os jornalistas. Nós fizemos um deslocamento de parte que contém o plano, que pode vir com 40 ou 80 laudas, para um formulário que fica na primeira página. A ideia é que as pessoas que buscam compreender melhor, possam se debruçar sobre todo o conteúdo. Mas o cidadão comum terá uma nova ferramenta, duas páginas iniciais com questões públicas, de quando aquela empresa foi aberta, quando foi registrada no TSE. A própria empresa vai ter de preencher esse formulário. De uma forma didática ao eleitor”, completou.

Crimes eleitorais

O ministro Kássio afirmou que não houve interferência estrangeira nas eleições e destacou que a maior quantidade de crimes eleitorais registrados se referem a tentativas de compra de votos e boca de urna. “Também destaco que não foi identificada interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro. No que se refere a segurança pública, os dados registram até o momento 907 crimes eleitorais em todo o país, além da apreensão de 626 mil reais”, disse ele.

O presidente do TSE informou que os crimes mais frequentes foram boca de urna, no total de 311 registros e de propaganda irregular, no total de 272 ocorrências. Foram mobilizadas mais de 321 mil pessoas das forças de segurança pública, sendo 305 mil das forças estaduais. 

Clima

O ministro Kássio Nunes demonstrou preocupação com situações climáticas, especialmente ligadas ao El Niño, que podem gerar transtornos no segundo turno das eleições. O TSE montou uma sala de monitoramento do clima, que conta com profissionais de diversos setores, inclusive órgãos do governo. “O norte está tendo uma seca muito acentuada, mas podíamos e fizemos todo um planejamento com os TREs (tribunais regionais eleitorais) e conseguimos deslocar às urnas para locais de votação. Não tivemos no dia de hoje nenhum problema relacionado ao El Niño no Norte do país. No sul tivemos chuvas acentuadas, mas também em relação aos fortes ventos”, disse.

Kássio ressaltou que no Sul do país ocorreu queda de energia, em decorrência do mau tempo, mas que a votação foi garantida pela Justiça Eleitoral. “Houve queda em linhas de transmissão, principalmente no estado do Paraná. Tivemos dezenas de municípios que no começo da votação não tinham energia. Mas o TRE já havia se preparado e todas as urnas eletrônicas no Estado do Paraná funcionam com energia gerada por bateria. Não tivemos nenhum problema em decorrência disso”, completou o ministro.

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postado em 04/10/2026 23:16
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