A senadora eleita pelo Distrito Federal Bia Kicis (PL) afirmou, nesta quinta-feira (8/10), durante o CB.Poder, parceria do Correio Braziliense com a TV Brasília, que o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), será uma das principais pautas da nova composição do Senado.
Entrevistada pelas jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, Bia Kicis também defendeu a aprovação de uma anistia ampla aos condenados pelos atos de 8 de janeiro e disse que não pretende apoiar acordos com integrantes da Corte. Eleita com quase 900 mil votos, a parlamentar assumirá seu primeiro mandato no Senado em 2027, após dois mandatos na Câmara dos Deputados.
Segundo Bia, a prioridade será enfrentar o que considera excessos do Judiciário e recuperar as prerrogativas do Congresso. “A pauta número um é o impeachment do Alexandre de Moraes. Eu não tenho a menor dúvida disso. E o número dois é a anistia”, afirmou.
Para ela, as duas medidas estão relacionadas à necessidade de “pacificar o país”. A senadora eleita disse que Moraes se tornou, na avaliação dela, o principal símbolo de decisões que considera injustas no STF. “Ele precisa sofrer o processo de impeachment”, declarou. Bia também rejeitou a possibilidade de uma negociação com a Corte. “Nós não estamos aqui para fazer negociata. O povo não nos elegeu para isso”, afirmou.
Sobre a anistia, Bia defendeu que a medida seja ampla e criticou a atuação do STF em relação às decisões do Congresso. Ela citou o projeto de dosimetria das penas e afirmou que a proposta não teria atendido às expectativas dos parlamentares. Na avaliação dela, o Congresso precisa reagir à interferência do Judiciário. “Está na hora de o Congresso ter brios, porque, senão, a gente não vale de nada”, disse. A parlamentar afirmou ainda que, durante a campanha, encontrou apoio à pauta do impeachment em diferentes grupos sociais. “Quando eu falava que a gente ia fazer o impeachment do Alexandre, era unânime”, relatou.
A senadora eleita também falou sobre a disputa pela Presidência do Senado. Ela declarou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN), mas admitiu a possibilidade de o parlamentar assumir um ministério, caso haja mudanças no cenário político após o segundo turno. Bia também citou a senadora Tereza Cristina (PP-MS) como uma possível candidata.
Como presidente do PL no Distrito Federal, defendeu que o partido tenha o comando da Casa. “Não faz sentido o PL ter 29 senadores e não ter a presidência do Senado”, afirmou. Ela disse ainda considerar necessárias reformas no Judiciário e em outras áreas, com foco, segundo ela, na redução de desperdícios e na valorização dos servidores.
Bia Kicis também declarou que não considera o Brasil plenamente democrático diante do que classifica como restrições à liberdade de expressão. A senadora eleita defendeu mudanças em políticas sociais e afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro não retiraria benefícios, mas buscaria permitir que beneficiários também pudessem trabalhar sem perder imediatamente a assistência.
Ao comentar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro, disse esperar que ele possa participar da campanha do filho após o segundo turno. Para Bia, o resultado das eleições demonstrou a força política do ex-presidente. “O vencedor dessas eleições foi Bolsonaro”, afirmou, ao citar a eleição de 19 senadores e 121 deputados que, segundo ela, estavam alinhados ao projeto político do ex-presidente.
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*Estagiária sob supervisão de Rafaela Gonçalves
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