INVESTIGAÇÃO

'Chateado e desprestigiado': Ed Motta justifica confusão em restaurante

Cantor foi ouvido em delegacia no Rio e negou ofensas e intenção de atingir pessoas ao jogar cadeira durante confusão

O cantor e compositor Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira (12/5) na 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, sobre a confusão ocorrida no restaurante Grado, em 2 de maio. Segundo o termo de declaração obtido pelo portal g1, Ed Motta afirmou à polícia que se sentiu “chateado e desprestigiado” após ser cobrado pela chamada taxa de rolha, valor cobrado por restaurantes quando clientes levam bebidas de fora do estabelecimento.

O cantor também negou ter ofendido funcionários e afirmou que não teve a “intenção de acertar qualquer pessoa” ao arremessar uma cadeira durante a discussão. O caso é investigado pela Polícia Civil e envolve acusações de injúria por preconceito, além de relatos de agressão e tumulto dentro do restaurante. A investigação está sob responsabilidade da delegada Daniela Terra.

De acordo com a polícia, testemunhas indicadas pelo cantor serão ouvidas nos próximos dias. Ed Motta informou o nome de ao menos três pessoas que estavam com ele na mesa no momento da confusão. Além disso, o homem apontado como responsável por lançar uma garrafa durante o episódio e o proprietário do restaurante também devem prestar depoimento.

Na semana passada, o artista havia sido intimado, mas informou que estava viajando e não compareceu anteriormente à delegacia.

Segundo depoimentos já colhidos pela polícia, a discussão começou após a cobrança da taxa de rolha. Um barman relatou que Ed Motta frequentava o restaurante e, em outras ocasiões, não pagava a taxa quando estava sozinho ou acompanhado apenas da mulher.

No entanto, naquele dia, havia mais seis pessoas na mesa, o que levou o restaurante a aplicar a cobrança. Ainda segundo o funcionário, o cantor demonstrou irritação diante da situação.

Outros funcionários do estabelecimento confirmaram a mesma versão em depoimentos prestados à polícia.

Funcionário relata ofensas xenofóbicas

Durante a confusão, um funcionário afirmou ter sido alvo de ofensas xenofóbicas relacionadas à origem nordestina. Segundo o relato apresentado à polícia, um dos homens que acompanhavam o cantor, Nicholas Guedes Coppim, teria perguntado em tom irônico: “Você gosta de mulher?”, deixando o funcionário constrangido.

Na sequência, conforme o depoimento, Ed Motta teria feito novas ofensas com referências pejorativas a paraibanos e nordestinos. O cantor é investigado por injúria por preconceito, crime cuja pena prevista é de um a três anos de reclusão.

Além de Ed Motta, Nicholas Guedes Coppim também é investigado. Segundo a polícia, ele responde por lesão corporal após supostamente dar um soco e arremessar uma garrafa durante a briga.

Garrafa quebrou relógio e cadeira foi arremessada

Um dos depoimentos afirma que a garrafa foi lançada com força contra uma parede do restaurante. O objeto teria se estilhaçado e quebrado um relógio instalado no local. Segundo o relato, a garrafa era quase duas vezes maior do que uma garrafa comum.

Imagens da confusão também mostram Ed Motta jogando uma cadeira no salão do restaurante. Apesar da cena, ninguém teria sido atingido pelo objeto.

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