
O que deveria ser o início de um ano de celebração e descanso terminou em medo e insegurança para um casal de brasilienses em Buenos Aires. Na madrugada de 1º de janeiro de 2026, pouco depois da virada do ano, o tradutor de mandarim e inglês Mateus Filgueiras Duarte Granjeiro, 28 anos, e sua esposa, a professora de inglês Maria Beatriz Filgueiras Granjeiro, 26, foram vítimas de um assalto à mão armada na região de Ciudadela, no Partido de Tres de Febrero, na Província de Buenos Aires.
Por volta da 1h50, o casal trafegava pela coletora do Acesso Oeste com a Comesaña quando foi surpreendido por dois homens em um carro de cor escura. Os criminosos interceptaram o veículo e, sob ameaça com arma de fogo, obrigaram Mateus e Maria Beatriz a descerem do automóvel. A dupla fugiu levando a BMW 320i, ano 2013, de cor cinza-prata, com placa brasileira, além de todos os pertences que estavam no interior.
Em estado de choque, Mateus deixou o local descalço, sem sequer conseguir pegar os sapatos. Sem celular, documentos ou qualquer tipo de apoio, o casal caminhou por cerca de uma hora durante a madrugada, em uma região desconhecida, tentando encontrar ajuda.
O socorro só veio quando foram acolhidos por um casal de moradores locais, que acionaram a polícia. Segundo os brasileiros, no entanto, nenhuma equipe policial compareceu. Os moradores, então, solicitaram um carro por aplicativo, que levou o casal até um ponto mais próximo de uma delegacia para registrar a ocorrência.
A denúncia foi formalizada às 4h25 na Comisaría Tres de Febrero Segunda. Mateus e Maria Beatriz haviam saído de Brasília no dia 25 de dezembro de 2025 para passar férias na Argentina e celebrar o terceiro aniversário de casamento.
O casal se sente frustrado com a falta de apoio institucional. Ao Correio, Maria Beatriz relatou a sensação de abandono e insegurança após o crime. “Viemos de férias e, certamente, não esperávamos passar por algo semelhante. Acreditávamos que a Argentina seria um país mais seguro, especialmente Buenos Aires, por ser a capital. Também não sabemos se a falta de assistência das autoridades é por sermos brasileiros ou se é assim mesmo. Estão tratando o caso como se fosse algo banal”, afirmou.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Ela também questiona a condução das investigações. “Um dos motivos pra gente sentir essa falta de colaboração das autoridades é o fato de que ninguém fala com a gente, ninguém entra em contato. A gente tem que ir atrás das informações. Revisitamos o local onde fomos assaltados e vimos claramente uma câmera lá. Tiramos foto disso, inclusive, mas quando fomos conferir o andamento do processo, o município informou que não havia câmeras no local. Isso nos deixa muito inseguros”, disse.
Segundo Maria Beatriz, o principal desejo do casal é recuperar o carro, mas também alertar outros turistas. “Viemos para cá sem esse alerta, nunca ouvimos nada sobre isso, nem nas nossas pesquisas antes de viajar. As pessoas que querem vir precisam saber que aqui isso acontece muito.”
Saiba Mais

Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF
Cidades DF