COLUNA CAPITAL S/A

Bares do DF batem recorde de faturamento na final da Copa

Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram avanço nominal de 15,8% no faturamento na comparação com o domingo equivalente de 2025, desempenho superior à média nacional, que ficou em 14,5%

Os números indicam que a decisão do Mundial funcionou como um importante catalisador de consumo na capital federal, impulsionando segmentos ligados à alimentação e ao entretenimento -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)
Os números indicam que a decisão do Mundial funcionou como um importante catalisador de consumo na capital federal, impulsionando segmentos ligados à alimentação e ao entretenimento - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A Press)

O Distrito Federal registrou o maior crescimento do país no faturamento de bares, discotecas e casas noturnas na final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram avanço nominal de 15,8% na comparação com o domingo equivalente de 2025, desempenho superior à média nacional, que ficou em 14,5%.

O resultado colocou o DF à frente de mercados tradicionalmente mais robustos, como São Paulo, que cresceu 14,6%, e Ceará, com alta de 13,2%. Minas Gerais avançou 10%, enquanto Santa Catarina registrou expansão de 8,6%. Bahia e Rio de Janeiro tiveram crescimento mais moderado, de 4,4% e 2,4%, respectivamente.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Os números indicam que a decisão do Mundial funcionou como um importante catalisador de consumo na capital federal, impulsionando segmentos ligados à alimentação e ao entretenimento. O desempenho também reforça a resiliência do mercado local em um período marcado por maior cautela do consumidor em outras regiões do país.

No extremo oposto, o Rio Grande do Sul foi o único estado a registrar retração, com queda de 6,2% no faturamento. O contraste evidencia diferenças regionais no ritmo de consumo e coloca o DF como destaque nacional em um dos principais eventos de mobilização econômica do calendário esportivo.

Peso da estatística

Por falar em final de Copa, a conquista da Espanha serviu de vitrine para um modelo estatístico desenvolvido por estudantes e pesquisadores da Escola de Matemática Aplicada da FGV (EMAp). Antes do início do torneio, a seleção espanhola aparecia como principal favorita ao título, com 15,57% de probabilidade, à frente de Argentina (13,62%), Inglaterra (9,24%) e França (7,84%). Ao fim da competição, as quatro equipes terminaram exatamente nessas posições. O sistema também antecipou os confrontos das semifinais e a decisão entre Espanha e Argentina. Na atualização realizada antes da final, os espanhóis tinham 62,07% de chance de levantar a taça, projeção confirmada com a vitória por 1 a 0 na prorrogação. O projeto combina modelos matemáticos de Poisson e Dixon-Coles, inferência bayesiana e simulações de Monte Carlo para estimar resultados com base em desempenho ofensivo, defensivo e peso dos jogos mais recentes. A iniciativa reforça o avanço do uso de ciência de dados e inteligência artificial aplicada ao esporte, área que vem ganhando espaço em universidades, clubes e empresas de análise esportiva.

1,6%

Percentual de crescimento registrado no volume de vendas do comércio varejista no Distrito Federal em maio na comparação com abril, no indicador mensal com ajuste sazonal. O resultado representa uma retomada do crescimento, após variação negativa da taxa registrada no mês anterior. Em nível nacional, as vendas no comércio varejista variaram 0,1%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do IBGE.

Força dos pequenos

Responsáveis por grande parte dos empregos gerados no país, as micro e pequenas empresas seguem no centro do debate sobre crescimento econômico. Para a presidente do LIDE Mulher Brasília, Janine Brito, os números recentes de geração de vagas reforçam a relevância dos pequenos negócios para a economia, mas expõem entraves que limitam a expansão. A executiva, que também comanda a Pinheiro Ferragens e o Grupo Pinheiro de Brito, afirma que a elevada carga tributária, a burocracia, o acesso restrito ao crédito e os custos operacionais ainda reduzem a competitividade do setor.

 Empresário Janine Brito da Pinheiro Ferragens.
Para a presidente do LIDE Mulher Brasília, Janine Brito, os números recentes de geração de vagas reforçam a relevância dos pequenos negócios para a economia, mas expõem entraves que limitam a expansão (foto: Pinheiro Ferragens/Divulgação)

Na avaliação de Janine, ampliar a criação de empregos passa por medidas que simplifiquem processos, incentivem a inovação e criem condições para que as empresas cresçam de forma sustentável, em vez de apenas manterem suas operações. "Se queremos ampliar a geração de empregos, precisamos investir em políticas públicas que simplifiquem processos, incentivem a inovação e estimulem o crescimento das empresas, e não apenas sua sobrevivência", diz. 

Fé na Independência

A Caixa começou a vender os bilhetes da Lotofácil da Independência 2026, concurso especial que deve movimentar o mercado de loterias com prêmio estimado em R$ 300 milhões. O sorteio está marcado para 15 de setembro e tem um diferencial que costuma atrair apostadores: o prêmio principal não acumula. Caso ninguém acerte os 15 números, o valor é redistribuído para a faixa seguinte, conforme as regras da modalidade. Em sua 15ª edição, a Lotofácil da Independência se consolidou como uma das principais datas do calendário da Caixa, impulsionando o fluxo nas lotéricas e nos canais digitais da instituição. A aposta simples custa R$ 3,50, mas a expectativa é de forte adesão aos bolões, modalidade que amplia o volume arrecadado e costuma ganhar força à medida que o prêmio se aproxima da marca recorde. A comissão dos lotéricos na modalidade é de 8,61%.

  • Google Discover Icon
postado em 21/07/2026 05:00
x