
O ex-governador e candidato ao Palácio do Buriti, José Roberto Arruda (PSD), e o deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), que busca a reeleição, consolidaram sua aliança política em agenda cumprida nesta terça-feira (18/8). O encontro, marcado pelo apoio mútuo entre lideranças de partidos diferentes, foca em um projeto de governo intitulado “resgatar Brasília”, fundamentado na experiência administrativa anterior de ambos, quando Fraga serviu como secretário de governo de Arruda.
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Ao avaliar a composição política, Arruda enfatizou que a busca pelo bem-estar da população se sobrepõe às divergências partidárias e ressaltou a trajetória parlamentar do aliado. "O Fraga e eu fizemos política a vida inteira juntos. Mesmo que neste momento haja uma diferença partidária, eu estou muito feliz de ter o apoio dele e de poder apoiá-lo também, agradecendo muito a Deus por essa união”.
O lema “resgatar Brasília” utilizado pelo candidato do PSD abrange metas para recuperar índices sociais e de serviços públicos que, segundo o postulante, retrocederam, como a educação — o objetivo é tirar o Distrito Federal da 27ª posição no ranking educacional e retorná-lo ao 1° lugar, posto que ocupava em sua gestão anterior.
"Resgatar Brasília é ter médicos nos hospitais, construir novos hospitais, fazer as novas linhas de metrô, a via interbairros e o anel rodoviário, além de diminuir as desigualdades sociais", afirmou.
Arruda defendeu ainda a retomada de programas assistenciais como o “Pão e Leite” e a “Cesta Verde”. Além disso, prometeu a construção de novos hospitais, expansão das linhas de metrô, criação da via Interbairros e conclusão do anel rodoviário.
Fraga, que possui seis mandatos como deputado federal, justificou seu apoio ao candidato por critérios de amizade e lealdade, revelando que obteve autorização do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para tal movimento.
Entre as prioridades da chapa, Arruda destacou planos específicos para regiões como Vicente Pires, onde pretende concluir a urbanização e realizar a regularização fundiária baseada no preço da terra nua, em oposição aos valores atualmente cobrados pela Terracap, “que ninguém consegue pagar".
Um dos pontos centrais da agenda foi a crítica contundente à privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB) — agora Neoenergia. O postulante ao Governo do Distrito Federal (GDF) prometeu realizar, caso eleito, uma auditoria profunda nos primeiros 90 dias de governo.
Paralelamente, afirmou que a CEB possuía ativos da ordem de R$ 4 bilhões, mas foi vendida por R$ 1,6 bilhão. Além disso, ele criticou o “péssimo serviço” da Neoenergia, mencionando demora de até seis meses para aumento de carga e problemas na iluminação pública.
No caso de o serviço não melhorar e a auditoria apontar irregularidades, o candidato prometeu ir à Justiça para reverter a privatização. "A CEB era uma empresa modelo no país e hoje você anda de noite e vê um monte de luz apagada. Jogaram a CEB fora e agora estão querendo quebrar o BRB", alertou.
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Inelegibilidade
Apesar dos possíveis questionamentos jurídicos, Arruda afirmou categoricamente que sua candidatura já está registrada e amparada pela lei. Ele mencionou a importância da união com outras lideranças do PL, citando a proximidade de sua esposa, Flávia Arruda, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e deputada Bia Kicis (PL), reforçando a formação de um grupo político amplo para o pleito.
"Quem tem a lei não tem medo do voto: já registrei minha candidatura e sei que virá impugnação, porque eles querem ganhar no tapetão, mas quem vai decidir é o povo", concluiu.

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