JUSTIÇA

MP quer pena maior para condenado por matar motorista após discussão

Promotores consideram a condenação expressiva, mas querem elevar a punição imposta a Francisco Evaldo de Moura, condenado também por tentar matar o filho da vítima

Francisco Evaldo de Moura foi condenado a 25 anos e 2 meses de prisão -  (crédito: Darcianne Diogo/CB/D.A Press)
Francisco Evaldo de Moura foi condenado a 25 anos e 2 meses de prisão - (crédito: Darcianne Diogo/CB/D.A Press)

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) vai recorrer da sentença que condenou Francisco Evaldo de Moura a 25 anos de prisão pelo assassinato de Adriano de Jesus, 50 anos, cometido em fevereiro de 2025. Na avaliação dos promotores Tiago Dias Maia e Marcelo Leite, a pena foi expressiva, mas poderia ser maior em decorrência da gravidade dos fatos.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri decidiu pela condenação tanto pelo assassinato quanto pela tentativa de homicídio praticada contra o filho de Adriano, Gabriel Ferreira Gomes. A sentença foi proferida pouco depois das 3h desta sexta-feira (16/10). 

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A condenação, segundo o promotor Tiago Maia, é uma resposta firme da sociedade. “Esperamos que, com esse desfecho, os familiares e amigos das vítimas possam encontrar algum conforto para seguir suas vidas, tendo a certeza de que o réu pagará pelos crimes que cometeu.”

O promotor Marcelo Leite, que também participou do Júri, classificou o crime como bárbaro e injustificável. “A brutalidade gratuita assustou a população de Samambaia e causou grande comoção. Outro resultado que não a condenação integral não seria aceitável numa sociedade civilizada”, frisou.

Os representantes do MP afirmaram que irão recorrer da sentença ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, com o objetivo exclusivo de discutir a dosimetria e buscar a majoração da pena.

Crime

Em fevereiro de 2025, o filho da vítima, Gabriel Ferreira, estacionou o veículo em uma vaga pública em frente à casa do agressor. Câmeras de segurança registraram o momento em que Francisco confrontou os vizinhos e sacou uma arma.

Adriano, que tentava apaziguar a situação, foi perseguido por Francisco. O empresário foi atingido por quatro disparos — dois no pescoço e dois no tórax — e morreu no local. O agressor fugiu logo após os tiros, mas foi identificado e preso posteriormente.

À época do crime, moradores da Quadra 408 descreveram Francisco como uma pessoa de perfil hostil, que frequentemente criava conflitos por questões territoriais na rua. 

Na ocasião, a família expressou o medo de permanecer no local e a dor de ver a vida de Adriano interrompida. Gabriel Ferreira, filho da vítima, contou que o pai sempre foi seu maior incentivador, apoiando-o desde o sonho de ser jogador de futebol até o ingresso na faculdade de agronomia.

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postado em 16/10/2026 16:06
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