
A atriz Kristen Stewart detalhou a experiência que teve durante as gravações de “Flesh of the Gods”, novo longa de Panos Cosmatos, co-estrelado pelo brasileiro Wagner Moura. Em entrevista à Vogue França, no domingo (28/6), a atriz classificou o período como um “pesadelo magnífico” e contou como eles saíram de um projeto completamente roteirizado para um processo criativo conjunto.
Ela conta que o filme foi construído de maneira orgânica, com contribuições do elenco para moldar os personagens e a narrativa. “Começamos com o roteiro, mas tudo acabou se transformando em uma criação viva, alimentada pelas sensibilidades de cada um. Fizemos juntos uma espécie de pesadelo magnifico”, disse.
Kristen também afirmou que nunca havia experimentado tanta liberdade em um set de filmagem. Ela destacou uma sequência rodada nos momentos finais da produção, que diz ter sido uma das mais marcantes da sua trajetória. “Existe uma cena perto do fim que talvez eu jamais tivesse vivido se não tivesse sido convidada a interpretar. Atuar permite experimentar emoções que, de alguma forma, acabam se tornando reais”, conta.
Ambientado na glamurosa Los Angeles da década de 1980, a trama gira em torno de Raoul e Alex, um casal que, todas as noites, desce de seu luxuoso apartamento em um arranha-céu e mergulha em um mundo noturno eletrizante. Stewart definiu a obra como “uma reflexão sobre o que significa estar vivo, explorando sentimentos como desejo, sofrimento e transcendência”
Kristen ainda descreveu “Flesh of the Gods” como um filme sobre autodescoberta. “É uma fantasia, um filme de vampiros e uma história de rompimento… tudo junto", definiu. “É muito triste porque enfrentamos o que significa estar vivo: a dor e o prazer, e o quanto essas duas coisas andam juntas”.
Ao término das gravações, elenco e equipe viajaram juntos para a Alemanha. Stewart conta que o encerramento da produção foi marcado por um forte sentimento de conexão entre os integrantes do filme. “Estava cercado por 40 pessoas que, em apenas três meses, se tornaram meus melhores amigos. Havia uma sensação quase sagrada de afeto e pertencimento”, detalhou.
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