
O Prêmio Oceanos 2026 definiu as 12 obras finalistas que disputam o prêmio nas categorias de prosa e poesia. A seleção representa autores de Angola, Brasil, Moçambique e Portugal, escolhidos entre 3.086 inscrições de 13 nacionalidades. Do total recebido, 1.808 concorreram em prosa e 1.278 em poesia.
Criado no Brasil em 2007 pela Oceanos Cultura e pela Associação Oceanos, o projeto contempla livros escritos originalmente em língua portuguesa. A iniciativa valoriza a produção literária contemporânea e busca ampliar o diálogo entre diferentes culturas que compartilham o idioma.
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A divulgação ocorreu durante evento realizado com a Estante Virtual no Teatro YouTube, em São Paulo, com transmissão on-line. A programação reuniu as escritoras Julia Codo e Micheliny Verunschk no debate A literatura como escavação da memória e da história brasileira, mediado por Felipe Franco Munhoz. As poetas Nina Rizzi e Natasha Félix apresentaram a performance A poesia como discussão do mundo.
Avaliação e anúncio dos vencedores
A fase inicial mobilizou dois júris internacionais. Na prosa, avaliaram Carola Saavedra, Felipe Munhoz, José Mário Silva, Sara Figueiredo Costa, Álvaro Taruma e João Fernando André. Na poesia, participaram Leopoldina Fekayamãle, Francisco Guita Jr., Fernando Paixão, Natasha Félix, Maria Antónia Oliveira e Maria João Cantinho.
A escolha final caberá a novos avaliadores. Na prosa atuam Nara Vidal, Silvana Tavano, Ana Paula Tavares, José Riço Direitinho e Marta Lança. Na poesia decidem Ondjaki, Ana Maria Vasconcelos, Juliana Krapp, Maria Esther Maciel e Rita Taborda Duarte. A cerimônia final acontece em 11 de dezembro, no teatro do Itaú Cultural.
Os livros selecionados abordam temas como memória, ancestralidade, deslocamento, espiritualidade e relações humanas.
Finalistas da categoria prosa
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A chuva que lança a areia do Saara, de Ana Margarida de Carvalho (Portugal), Companhia das Letras Portugal
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Caderno de ossos, de Julia Codo (Brasil), Companhia das Letras
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Depois do trovão, de Micheliny Verunschk (Brasil), Companhia das Letras
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Não é ainda o pânico, de Rui Nunes (Portugal), Relógio D'Água
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O Mel sem Abelhas, de Judite Canha Fernandes (Portugal), Gradiva
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Tudo Sobre Deus, de José Eduardo Agualusa (Angola), Quetzal e Tusquets
Finalistas da categoria poesia
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Antes de dar nomes ao mundo, de Adriana Lisboa (Brasil), Relicário
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Corpos da Memória, de Helder Macedo (Portugal), Caminho
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Diáspora não é la, de Nina Rizzi (Brasil), Pallas
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O jardim das oliveiras, de Adélia Prado (Brasil), Record
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Porte Étoile, de Edimilson de Almeida Pereira (Brasil), Cobalto Livros
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Tratado das Coisas Sensíveis, de Pedro Pereira Lopes (Moçambique), Imprensa Nacional-Casa da Moeda
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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