Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo tem sete alertas de suspeitas de manipulação; veja quais

"Alertas amarelos" estão relacionados a comportamentos considerados atípicos nos mercados de apostas

Um grupo internacional dedicado ao monitoramento da integridade esportiva identificou sete alertas de possíveis manipulações de partidas decorrentes de irregularidades em apostas identificadas durante a Copa do Mundo de 2026. Os avisos foram registrados pela instituição Grupo de Copenhague após a análise das 104 partidas do torneio, segundo o jornal americano The Athletic, braço esportivo do jornal "The New York Times".

Estes "alertas amarelos" estão relacionados, principalmente, a comportamentos considerados atípicos nos mercados de apostas. A entidade, porém, ressalta que os sinais não comprovam a existência de manipulação de resultados nos jogos da Copa do Mundo de 2026, que se encerrou no último domingo, com o título da Espanha.

Ainda conforme o portal americano, o relatório completo ainda não foi divulgado, mas um resumo foi publicado nos últimos dias. Entre os episódios estão o cartão vermelho recebido pelo sul-africano Themba Zwane contra o México, uma movimentação de 4,8 milhões de dólares (cerca de R$ 26 milhões) em apostas para o empate ou derrota da Espanha diante de Cabo Verde e a demora de três minutos do VAR para anular um gol de Ferran Torres na vitória espanhola sobre a Arábia Saudita.

Outro caso citado envolve Folarin Balogun. O atacante norte-americano foi expulso durante o jogo contra a Bósnia e Herzegovina. No mesmo dia, a plataforma de apostas Polymarket abriu mercados de previsão questionando se ele jogaria a partida seguinte. A Fifa anulou a suspensão do atleta três dias depois, gerando suspeitas de vazamento de informações internas. 

Entre outras situações que geraram aletas também aparecem o volume de US$ 4,8 milhões em apostas na Polymarket para que a Espanha não derrotasse Cabo Verde, confronto que terminou empatado sem gols; e a demora de três minutos e meio da arbitragem de vídeo para anular um gol de Ferrán Torres na vitória da Espanha por 4 a 0 sobre a Arábia Saudita.

Ao todo, o Grupo de Copenhague colocou 15 partidas sob vigilância reforçada, especialmente na última rodada da fase de grupos, e analisou 12 grandes controvérsias do Mundial sob perspectiva de risco à integridade. 

A entidade estima que cerca de 240 bilhões de dólares tenham sido movimentados em apostas durante a Copa do Mundo de 2026, aproximadamente o dobro do valor registrado no Mundial de 2022, no Catar. 

A Força-Tarefa de Integridade da FIFA rebateu as informações do relatório do Grupo de Copenhague. A entidade máxima do futebol declarou formalmente que concluiu o monitoramento do torneio sem identificar "nenhuma atividade suspeita de apostas ou indícios de manipulação de resultados" em qualquer jogo do Mundial.

Entretanto, o Grupo Copenhague detalhou que sete alertas amarelos foram emitidos em seu próprio monitoramento, e que tais sinalizações são fruto indicações de irregularidades em alguns dos seguintes casos: "flutuações inexplicáveis nas probabilidades, rumores nas redes sociais ou informações da fonte". 

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