O Fundo Baobá para Equidade Racial prorrogou até segunda-feira (18/5), às 17h, o prazo de inscrições para a terceira edição do programa Black STEM. A iniciativa é realizada em parceria com a B3 Social e oferece apoio financeiro para estudantes negros e negras aprovados em cursos de graduação no exterior nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidas pela sigla STEM.
O programa busca ampliar a presença de pessoas negras em universidades internacionais e fortalecer a participação desse grupo em áreas consideradas estratégicas e com alta demanda no mercado global. Além do apoio financeiro, os estudantes selecionados recebem acompanhamento acadêmico e psicológico ao longo da formação.
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Nesta edição, cada bolsista poderá receber R$ 42 mil por ano. O benefício tem duração inicial de um ano, mas pode ser renovado até o fim do curso, desde que o estudante cumpra as metas previstas pelo programa.
Quem pode participar
As inscrições são voltadas para brasileiros natos ou naturalizados que se autodeclarem negros, pretos ou pardos, e que atendam aos critérios definidos pelo edital do Black STEM.
Entre os documentos exigidos estão o histórico escolar ou comprovante de conclusão do ensino médio e duas cartas de recomendação. Os documentos devem destacar o perfil acadêmico do candidato, além de suas motivações e potencial para participar do programa.
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Também é necessário apresentar uma carta de aceite em universidade estrangeira para cursos das áreas de STEM ou outro documento que comprove o vínculo com a instituição e o início das atividades em 2026.
Os candidatos ainda precisam comprovar aprovação em algum programa de bolsas, parcial ou integral, oferecido pela universidade ou por outra fonte de financiamento. O processo seletivo inclui ainda o envio de um vídeo de apresentação.
Apoio vai além da bolsa financeira
Além do auxílio financeiro, o programa prevê uma série de ações de apoio aos estudantes. Os participantes terão acesso a mentorias individuais e coletivas, acompanhamento psicológico, atividades formativas e conexão com lideranças negras.
Segundo o Fundo Baobá, a proposta é garantir não apenas condições de permanência dos estudantes nas universidades estrangeiras, mas também fortalecer trajetórias profissionais e acadêmicas de longo prazo.
A gerente de Programas do Fundo Baobá, Taina Medeiros, afirmou que a iniciativa vem ampliando a presença de jovens negros em cursos internacionais nas áreas de STEM.
“O programa Black STEM tem contribuído para a presença de jovens negros em carreiras STEM em universidades estrangeiras, garantindo não apenas o apoio financeiro essencial à permanência, mas também ações de mentoria qualificada e a formação de uma rede crescente de bolsistas, mentores e parceiros”, afirmou.
Ela também destacou que a proposta busca fortalecer o desenvolvimento acadêmico e estimular o compromisso coletivo com a equidade racial. “Todos esses elementos de incentivo contribuem para o fortalecimento das trajetórias dos bolsistas, não somente para apoiar o seu desenvolvimento acadêmico, mas também para fomentar um projeto futuro de atuação profissional pautado por um compromisso coletivo com a equidade racial”, completou.
Áreas com alta demanda
As áreas de STEM concentram cursos ligados à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Esses setores têm registrado crescimento na demanda por profissionais em diferentes países e são considerados estratégicos para inovação e desenvolvimento econômico.
Ao apoiar estudantes negros nesses cursos, o programa busca ampliar oportunidades de formação internacional e reduzir desigualdades de acesso ao ensino superior fora do Brasil.
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