OPORTUNIDADE!

Inscrições prorrogadas: programa leva estudantes negros para o exterior

Iniciativa do Fundo Baobá e da B3 Social apoia estudantes negros aprovados em cursos das áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática fora do país

Correio Braziliense
postado em 15/05/2026 16:22 / atualizado em 15/05/2026 16:23
Camila Martins, Diovana Negeski e Eric Ribeiro, estudantes da primeira edição do BlackSTEM -  (crédito: Thalita Guimarães/Divulgação)
Camila Martins, Diovana Negeski e Eric Ribeiro, estudantes da primeira edição do BlackSTEM - (crédito: Thalita Guimarães/Divulgação)

O Fundo Baobá para Equidade Racial prorrogou até segunda-feira (18/5), às 17h, o prazo de inscrições para a terceira edição do programa Black STEM. A iniciativa é realizada em parceria com a B3 Social e oferece apoio financeiro para estudantes negros e negras aprovados em cursos de graduação no exterior nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, conhecidas pela sigla STEM.

O programa busca ampliar a presença de pessoas negras em universidades internacionais e fortalecer a participação desse grupo em áreas consideradas estratégicas e com alta demanda no mercado global. Além do apoio financeiro, os estudantes selecionados recebem acompanhamento acadêmico e psicológico ao longo da formação.

Nesta edição, cada bolsista poderá receber R$ 42 mil por ano. O benefício tem duração inicial de um ano, mas pode ser renovado até o fim do curso, desde que o estudante cumpra as metas previstas pelo programa.

Quem pode participar

As inscrições são voltadas para brasileiros natos ou naturalizados que se autodeclarem negros, pretos ou pardos, e que atendam aos critérios definidos pelo edital do Black STEM.

Entre os documentos exigidos estão o histórico escolar ou comprovante de conclusão do ensino médio e duas cartas de recomendação. Os documentos devem destacar o perfil acadêmico do candidato, além de suas motivações e potencial para participar do programa.

 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 

Um post compartilhado por Correio Braziliense (@correio.braziliense)

Também é necessário apresentar uma carta de aceite em universidade estrangeira para cursos das áreas de STEM ou outro documento que comprove o vínculo com a instituição e o início das atividades em 2026.

Os candidatos ainda precisam comprovar aprovação em algum programa de bolsas, parcial ou integral, oferecido pela universidade ou por outra fonte de financiamento. O processo seletivo inclui ainda o envio de um vídeo de apresentação.

Apoio vai além da bolsa financeira

Além do auxílio financeiro, o programa prevê uma série de ações de apoio aos estudantes. Os participantes terão acesso a mentorias individuais e coletivas, acompanhamento psicológico, atividades formativas e conexão com lideranças negras.

Segundo o Fundo Baobá, a proposta é garantir não apenas condições de permanência dos estudantes nas universidades estrangeiras, mas também fortalecer trajetórias profissionais e acadêmicas de longo prazo.

A gerente de Programas do Fundo Baobá, Taina Medeiros, afirmou que a iniciativa vem ampliando a presença de jovens negros em cursos internacionais nas áreas de STEM.

“O programa Black STEM tem contribuído para a presença de jovens negros em carreiras STEM em universidades estrangeiras, garantindo não apenas o apoio financeiro essencial à permanência, mas também ações de mentoria qualificada e a formação de uma rede crescente de bolsistas, mentores e parceiros”, afirmou.

Gabriela Ferreira, Gabriel Hemtrio, Maria Luiza Ferreira e Enio Barbosa, estudantes selecionados na segundo edição
Gabriela Ferreira, Gabriel Hemtrio, Maria Luiza Ferreira e Enio Barbosa, estudantes selecionados na segundo edição (foto: Thalita Guimarães/Divulgação)

Ela também destacou que a proposta busca fortalecer o desenvolvimento acadêmico e estimular o compromisso coletivo com a equidade racial. “Todos esses elementos de incentivo contribuem para o fortalecimento das trajetórias dos bolsistas, não somente para apoiar o seu desenvolvimento acadêmico, mas também para fomentar um projeto futuro de atuação profissional pautado por um compromisso coletivo com a equidade racial”, completou.

Áreas com alta demanda

As áreas de STEM concentram cursos ligados à ciência, tecnologia, engenharia e matemática. Esses setores têm registrado crescimento na demanda por profissionais em diferentes países e são considerados estratégicos para inovação e desenvolvimento econômico.

Ao apoiar estudantes negros nesses cursos, o programa busca ampliar oportunidades de formação internacional e reduzir desigualdades de acesso ao ensino superior fora do Brasil.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação