
O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) para a educação diz que a proposta principal é voltar a colocar a família no centro das políticas públicas e a defender “uma escola que ensina, e não que doutrina”.
Com 76 páginas, intitulado de Para o Brasil Vencer o Atraso, o plano propõe também priorizar o método fônico de alfabetização, assim como no governo de Jair Bolsonaro, que ensina a criança a ligar cada som à sua letra. E prevê a implantação de um sistema denominado de Programa Acolher, onde um aluno de bom desempenho seria remunerado para dar reforço aos colegas que precisam.
Segundo o texto, a gestão escolar passa a ser baseada em indicadores de resultado e proficiência, onde os repasses serão vinculados a metas de aprendizagem. O candidato também aposta na capacitação contínua dos professores, baseada em evidências científicas e não em “modismos pedagógicos”, com formação para ensinar bem e não para “militar em sala de aula”, segundo o texto.
A proposta quanto a educação livre de doutrinação político-partidária, diz que a ideia é respeitar a liberdade de consciência e o papel das famílias. “Escola é lugar de aprender a pensar, não de aprender o que pensar, e quem decide sobre os valores que o filho recebe são os pais”, diz o texto.
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A escola integral também é apoiada, para que a criança tenha mais tempo de aprendizado, reforço e atividades formativas. Outra ideia é manter as escolas abertas durante as férias, para oferecer esporte, arte, música e literatura em contraposto ao ócio. Além disso, seria oferecido um voucher educacional para matricular alunos na rede privada credenciada casa falte vagas na rede pública.
Entre outras propostas também está a ampliação de escolas do modelo Cívico-Militares, a ampliação da educação técnica e digital, incluindo no currículo competências voltadas à economia digital (finanças, empreendedorismo e inteligência artificial) e fornecimento de infraestrutura como robótica, computadores, tablets e internet nas escolas.
No mercado de trabalho, o texto traz o aumento da oferta de ensino técnico no ensino médio integrado ao setor produtivo, onde as empresas parceiras poderão custear bolsas de formação profissional. Juntamente a isso, é proposto a estruturação de uma política para identificar e desenvolver competências exigidas pelo mercado de trabalho ainda na escola.
No ensino superior, a primeira ideia é transferir a governança para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, unificando ciência e ensino superior sob o mesmo teto. A CAPES e o CNPq passarão a priorizar o impacto produtivo, a inovação e a transferência de tecnologia. Para aprimorar o financiamento estudantil, o plano é implementar Contingente à Renda, onde o estudante só começaria a pagar quando estivesse empregado com parcelas proporcionais aos seus rendimentos.
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