
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou governadores, senadores e deputados federais eleitos e integrantes da atual bancada da legenda para uma reunião, na quarta-feira (7/10), em Brasília. O encontro terá a participação do candidato à Presidência pelo partido, Flávio Bolsonaro, e terá como foco o alinhamento das estratégias para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A reunião está prevista para as 15h, no Teatro Juca Chaves, no Setor Hoteleiro Sul. A convocação ocorre enquanto o partido trabalha para transformar o resultado do primeiro turno em uma frente mais ampla em torno de Flávio.
Além da mobilização interna, o PL intensifica as conversas com outras siglas. PP e União Brasil estão entre os partidos sondados para um eventual apoio a Flávio. O movimento mira o chamado Centrão, que durante o primeiro turno adotou uma posição de neutralidade em relação à disputa presidencial, mas passou a ser procurado pelas forças que chegaram à segunda etapa.
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A articulação também envolve os eleitores dos candidatos derrotados. Algusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD-GO), Renan Santos (Missão-SP) e Romeu Zema (Novo-MG) terminaram fora da disputa, mas nenhum deles, inicialmente, havia declarado apoio formal a Flávio.
No campo partidário, o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também passou a atuar diretamente na campanha. Ele se reúne nesta segunda-feira (5) com Flávio, o encontro ocorrerá por volta das 15h, em Brasília, para discutir a estratégia do segundo turno e deve participar de agendas do candidato.
Nos bastidores, Tarcísio também é apontado como peça nas conversas para aproximar o Republicanos, embora o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), integrante da legenda, tenha declarado apoio a Lula. O partido, portanto, ainda enfrenta posições distintas entre suas principais lideranças.
Ao Correio, uma fonte disse que a orientação dentro da campanha é continuar, nesta semana, as conversas em busca de alianças com partidos e com os candidatos que ficaram pelo caminho. Zema, por exemplo, declarou que estará contra o PT no segundo turno, enquanto Cury e Caiado mantiveram uma postura de não declarar apoio a nenhum dos dois nomes.
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