
O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado aos democratas, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares.
Em publicação nas redes sociais, o grupo comparou o tratamento previsto para o brasileiro à política imigratória dos EUA em relação a pessoas que fogem de conflitos no Sudão e no Haiti. Nenhum asilo para pessoas fugindo da guerra no Sudão ou do conflito no Haiti, mas Rubio está estendendo o tapete vermelho para Bolsonaro. Aparentemente, fugir da violência não se qualifica. Negar os resultados eleitorais, sim”, afirmou o comitê.
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Políticos democratas também publicaram críticas nas redes sociais pela possibilidade de o brasileiro obter asilo no país. Em publicação, o candidato democrata Isaiah Martin criticou a ideia e chamou Flávio de “imigrante ilegal criminoso”, afirmando que os contrinuintes americanos arcarem com os custos para proteger a familia Bolsonaro e suas viagens pelo país.
Outro democrata, o deputado Joaquin Castro, também questionou a possibilidade de asilo. “Perder uma eleição não é motivo para pedir asilo”, escreveu Castro. Na publicação, ele ressalta que o governo Trump estaria oferecendo um refúgio seguro ao senador, que é investigado no Brasil por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, além de ter sido obrigado por decisão judicial a entregar os passaportes.
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As manifestações ocorreram após o Departamento de Estado dos EUA informar, na terça-feira (27/10), que concederá vistos a Flávio e sua família, permitindo a estrada do grupo no país.
O senador Flávio Bolsonaro, acompanhado de sua esposa e filhas, chegaram em Miami às 10h30 desta quarta-feira (28), no horário de Brasília. O parlamentar deixou o Brasil na noite de ontem (27) pela fronteira com a Argentina, atravessando a Ponte Internacional Tancredo Neves, na província de Misiones, às 22h50 da noite, com documentação válida e nenhum impedimento legal para entrar no país.
Na sequência, embarcou em uma aeronave privada, em direção a Guayaquil, no Equador, em escala para os EUA.
A viagem ocorreu após Flávio ter fugido do Brasil, em resposta a ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes, já no domingo à noite, dia 25, logo depois do fim da apuração dos votos da eleição de 2026.
Investigado pelo STF em três inquéritos, o senador chegou a divulgar um vídeo nas redes sociais, onde invalida o resultado das eleições e contesta a decisão, afirmando que não saíra do país, e entregaria livremente seus passaportes. Flávio Bolsonaro tinha até as onze da manhã de terça-feira (27/10) para entregar os passaportes à Polícia Federal. Como ele não cumpriu a determinação, os documentos foram cancelados.
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