
Durante uma pausa no julgamento realizado nesta quarta-feira (23/9), no Fórum do Recanto das Emas, o advogado Sérgio Fonseca, que defende o ex-deputado Carlos Xavier da acusação de ter matado Ewerton da Rocha Ferreira, em março de 2004, conversou com a imprensa. Ele destacou que o júri anterior foi anulado por unanimidade — com 11 votos a zero na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDFT) —, respaldado por novas provas apresentadas anos após a condenação e que contaram com parecer favorável do próprio Ministério Público. Para a defesa, a oportunidade de apresentar esses elementos aos jurados revelará uma história surpreendente e pavimentará o caminho para a absolvição.
Questionado sobre os depoimentos dos pais da vítima que apontam supostas ameaças feitas pelo ex-parlamentar, o criminalista classificou a acusação como "etérea" e fruto do luto e da dor da família. O advogado argumentou que: "Após a suposta ameaça, as famílias continuaram mantendo contato e frequentando a casa uns dos outros sem o registro prévio de ocorrências policiais", destacou. Segundo o advogado, a narrativa de intimidação só teria ganhado força após a revelação das investigações. "Os jurados que acompanharem o plenário até o final se surpreenderão com os desdobramentos trazidos à tona no processo", completa.
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O ponto alto da estratégia da defesa reside na escolha incomum de testemunhas. Sérgio Fonseca enfatizou que a defesa arrolou os próprios delegados de polícia que conduziram as investigações à época dos fatos, um movimento pouco convencional na advocacia criminal. "Nenhum advogado arrola delegado de polícia", pontuou o defensor, justificando a decisão como uma aposta convicta na solidez da tese de inocência e na busca pela verdade real dos acontecimentos.
Cidades DF
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