AGRICULTURA

USP e Croplife lançam curso para combater mercado ilegal no agro

Capacitação on-line é voltada a agentes de segurança e já formou mais de 9,1 mil já inscritos; veja como se inscrever na nova edição do programa

Profissionais se preparam para fiscalizar e combater o uso de insumos agrícolas ilegais, como os agro tóxicos e sementes, no agronegócio -  (crédito: Croplife/Divulgação)
Profissionais se preparam para fiscalizar e combater o uso de insumos agrícolas ilegais, como os agro tóxicos e sementes, no agronegócio - (crédito: Croplife/Divulgação)

A Universidade de São Paulo (USP) e a CropLife Brasil (CLB) lançaram a sexta edição do Programa de Formação no Combate aos Mercados Ilícitos de Insumos Agrícolas. A iniciativa conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

As inscrições são gratuitas e ficam abertas até 31 de outubro de 2026. O curso é on-line e voltado para agentes de segurança pública, profissionais de fiscalização, integrantes do Judiciário e do Ministério Público, além de servidores e estudantes ligados ao agronegócio.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Leia mais

  • IFB lança projetos de agroecologia para reforçar segurança alimentar e geração de renda no DF

  • Fundação Carlos Chagas abre cursos inéditos focados em pesquisa

  • Transformar pastos eleva produção no campo, defende head do Lide Agronegócios

Com 120 horas de duração, a formação ocorre de 1º de novembro de 2026 a 31 de janeiro de 2027. O conteúdo está disponível nos idiomas português e espanhol na modalidade EaD. Os alunos que concluírem o programa recebem um Certificado de Extensão Universitária emitido pela USP.

Nilto Mendes, gerente de Combate a Produtos Ilegais da CLB, afirma que o crime organizado amplia sua atuação em cadeias do agronegócio, exigindo respostas qualificadas. Ele destaca que a parceria com a USP prepara agentes para os desafios de prevenção, fiscalização e repressão.

Conteúdo e metodologia

O objetivo do programa é preparar os profissionais para fiscalizar, investigar e reprimir práticas ilícitas no setor. A capacitação aborda técnicas, procedimentos e riscos associados a produtos ilegais, com foco na segurança dos agentes.

A metodologia combina conceitos teóricos e situações práticas para facilitar a aplicação do conhecimento. As atividades incluem aulas gravadas com especialistas, exercícios de fixação e seminários especiais.

Caetano Carlos Falone, investigador da Polícia Civil de Mato Grosso e concluinte do curso, relata a importância da formação. "Apesar da experiência prática do dia a dia, alguns conhecimentos foram novos para mim, como o reconhecimento de embalagens falsas e a pesquisa junto aos órgãos competentes", disse.

Estrutura da formação

O conteúdo é dividido em quatro módulos de 30 horas cada, que podem ser realizados de forma independente. A cada etapa concluída, o participante recebe um certificado intermediário. O certificado final, de 120 horas, é concedido após a conclusão de todas as etapas.

  • Introdução aos Mercados de Insumos Agrícolas Ilegais;

  • Policiamento Ostensivo de Insumos Agrícolas;

  • Fiscalização de Insumos Agrícolas Ilegais;

  • Investigação de Insumos Agrícolas Ilegais.

Cenário do mercado ilegal

Dados do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (IDESF) indicam que 25% do mercado de defensivos agrícolas no Brasil é ilegal. No setor de sementes, a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem) estima que 30% dos produtos comercializados são ilícitos.

Um estudo de 2025 da CropLife Brasil, em parceria com a Céleres Consultoria, apontou que a pirataria de sementes de soja gera perdas anuais de cerca de R$ 10 bilhões para agricultores, agroindústria e governo.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

  • Google Discover Icon
postado em 30/09/2026 16:34 / atualizado em 30/09/2026 19:46
x