Eleições

Haddad nega qualquer contato com Vorcaro e exige "abertura total" no Master

Ex-ministro associa Daniel Vorcaro a Tarcísio e Bolsonaro e defende que a Justiça levante todos os sigilos da investigação antes da eleição

Fernando Haddad, candidato do PT, defende abertura de sigilos no caso Banco Master e nega contato com ex-controlador -  (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)
Fernando Haddad, candidato do PT, defende abertura de sigilos no caso Banco Master e nega contato com ex-controlador - (crédito: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (14/9) que nunca teve contato com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O candidato do PT ao governo de São Paulo também defendeu a abertura total dos sigilos relacionados às investigações sobre o banco.

"Eu nunca recebi o Daniel Vorcaro na minha vida, nunca estive com ele no mesmo ambiente, nunca recebi uma mensagem nem um telefonema dele, nunca o procurei", disse Haddad durante sabatina no SPTV, da TV Globo.

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Segundo o petista, sua equipe já havia alertado que o empresário "era um problema grave", embora a dimensão do problema não fosse conhecida. Haddad ainda negou que Vorcaro tenha financiado sua campanha e associou o banqueiro a adversários políticos.

Ele afirmou que Vorcaro financiou as campanhas do atual governador, Tarcísio de Freitas, e de Jair Bolsonaro. Haddad detalhou que o empresário tem negócios com três ex-ministros de Bolsonaro e que o Banco Master surgiu no Banco Central durante a gestão de Roberto Campos, indicado por Bolsonaro.

"Vorcaro foi liquidado e preso na nossa gestão. Nós fizemos o dever de casa de tirar de circulação uma pessoa muito grave", acrescentou.

Para o ex-ministro, a resposta adequada agora é dar publicidade integral às investigações, em linha com o que defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Todos os sigilos têm que ser levantados. A justiça não pode sonegar a informação do cidadão. Abre tudo", declarou.

Haddad defendeu que a divulgação das informações ocorra antes da eleição de outubro, argumentando que a ética deve anteceder disputas ideológicas e que a responsabilização deve ocorrer "independentemente de partido político".

"Errou, se defende. Não conseguiu se defender, paga", concluiu.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 14/09/2026 13:02 / atualizado em 14/09/2026 13:02
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