
Presidente por três mandatos (dois entre 2003 e 2010 e o atual), o petista Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, disputa hoje mais quatro anos à frente do Planalto. Nascido em Garanhuns (PE), ele se mudou para São Paulo com 7 anos, ao lado da mãe, Eurídice Ferreira de Mello (conhecida como Dona Lindu), e dos irmãos.
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Com curso de torneiro mecânico feito pelo Senai, Lula atuou como metalúrgico em fábricas de São Bernardo do Campo, cidade localizada no ABC Paulista, onde atualmente o petista vota. Foi durante o trabalho que o futuro presidente e atual candidato à reeleição perdeu o dedo mindinho em um acidente.
Foi também nas fábricas do ABC Paulista que Lula começou a carreira política, assumindo cargos na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos. Em 1980, fundou o Partido dos Trabalhadores. Seis anos depois, elegeu-se deputado federal constituinte. Nas candidaturas à Presidência, sofreu derrotas em série (1989, 1994 e 1998) até vencer em 2002 e se reeleger em 2006.
Os dois primeiros governos acabaram marcados por crescimento econômico, baixa inflação e programas sociais, mas também pelo escândalo do mensalão. Preso na Operação Lava-Jato em 2018, Lula acabou solto em 2019 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2022, derrotou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. O ex-presidente foi depois condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e acabou preso.
Agora, Lula enfrenta o primogênito do ex-presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Na campanha, o líder petista reuniu na coligação Brasil Pronto pra Mais sete partidos: PT, PSB, PSol, Rede, PDT, PV e PCdoB. O vice é novamente o ex-tucano Geraldo Alckmin (PSB), nome de interlocução com o setor produtivo brasileiro.
O eixo do discurso do petista na reta final é a soberania nacional ante às sobretaxas de até 37,5% dos Estados Unidos, a defesa da exploração de minerais críticos e o fim das apostas on-line, as bets. Na disputa com Washington, Lula busca associar as sobretaxas à família Bolsonaro, afirmando que Flávio e Eduardo atuaram para pressionar o Brasil junto ao governo americano.
É com base nesses discursos que o presidente e candidato à reeleição pelo PT apresentou a política de minerais críticos. Sancionada em setembro, a lei prevê até R$ 7 bilhões em investimentos no processamento dos minerais no país e cria um fundo garantidor de R$ 2 bilhões. Lula defende exportar produtos com valor agregado, em vez de commodities.
Saiba Mais
Na agenda interna, Lula assinou em 25 de setembro a medida provisória que proíbe novos depósitos nas bets, com prazo para saques até 23h59 de 5 de outubro. No Congresso, a PEC do fim da escala 6x1 vai entrar na pauta do Senado dois dias após o primeiro turno, na próxima terça-feira (6/10). Anunciada na semana passada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, essa movimentação foi celebrada por Lula, que projeta aprovação do fim da 6x1 ainda neste ano, até um possível segundo turno das eleições que começam hoje.
Além de contar com essa aprovação, Lula ainda busca consenso no Senado para votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A matéria, que visa fomentar a integração das Polícia Federal com os estados, também é vista como prioritária à campanha do petista. Para um eventual quarto mandato, Lula também fala em universalizar as escolas de tempo integral até o ensino médio.
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