
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm receio de que o resultado das urnas deste domingo (4/10) interfira na votação pelo Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1.
Isso porque o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) encerrou o 1º turno com 47% dos votos, enquanto o petista alcançou 45%. Além disso, o PL elegeu 19 das 54 cadeiras ao Senado, projetando uma maioria de parlamentares ligados à direita no próximo ano.
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No entanto, este campo político, dono da maior bancada do próximo Senado Federal, é contra o andamento da PEC na Casa. O fim da 6x1 foi uma das principais apostas de campanha do presidente Lula para o 1º turno e funcionou como um mote eleitoral do petista.
Ainda se soma a esse cenário o fato de o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), estar de olho na reeleição ao comando do Senado Federal, que o PL também quer emplacar. Para se manter no cargo, ele precisa do apoio da maioria dos senadores, ao menos de 41 deles.
Em uma sinalização a Lula, na semana passada, Alcolumbre pautou as três primeiras sessões de discussão da PEC no Plenário do Senado. Todas seguem na pauta da Casa Alta e a avaliação do governo é que a pauta será mantida. A votação, porém, segue em aberto.
O regimento aponta para a necessidade de cinco sessões de discussão para a PEC ser votada. No entanto, caso haja acordo, esse prazo pode ser adiantado ou estendido. Além disso, para a mudança na jornada de trabalho entrar em vigor, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos.
No início de setembro, a matéria foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e entrou na pauta do Plenário da Casa para ser votada. No entanto, o governo preferiu adiar a análise por receio de que não teria os votos necessários.
Ainda nesta segunda-feira (5), o presidente Lula se reúne com aliados para discutir as estratégias de campanha para o segundo turno. A 6x1, nessa nova etapa da campanha, pode ser determinante para a reeleição do petista.
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