CONGRESSO NACIONAL

PEC 6x1: resultado das eleições pode interferir em votação no Senado

Ainda assim, primeiras sessões de discussão da matéria em Plenário devem ocorrer nesta semana

PL terá maior bancada do Senado Federal em 2027 -  (crédito: Getty Images)
PL terá maior bancada do Senado Federal em 2027 - (crédito: Getty Images)

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm receio de que o resultado das urnas deste domingo (4/10) interfira na votação pelo Senado Federal da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala de trabalho 6x1.

Isso porque o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) encerrou o 1º turno com 47% dos votos, enquanto o petista alcançou 45%. Além disso, o PL elegeu 19 das 54 cadeiras ao Senado, projetando uma maioria de parlamentares ligados à direita no próximo ano.

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No entanto, este campo político, dono da maior bancada do próximo Senado Federal, é contra o andamento da PEC na Casa. O fim da 6x1 foi uma das principais apostas de campanha do presidente Lula para o 1º turno e funcionou como um mote eleitoral do petista.

Ainda se soma a esse cenário o fato de o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), estar de olho na reeleição ao comando do Senado Federal, que o PL também quer emplacar. Para se manter no cargo, ele precisa do apoio da maioria dos senadores, ao menos de 41 deles.

Em uma sinalização a Lula, na semana passada, Alcolumbre pautou as três primeiras sessões de discussão da PEC no Plenário do Senado. Todas seguem na pauta da Casa Alta e a avaliação do governo é que a pauta será mantida. A votação, porém, segue em aberto.

O regimento aponta para a necessidade de cinco sessões de discussão para a PEC ser votada. No entanto, caso haja acordo, esse prazo pode ser adiantado ou estendido. Além disso, para a mudança na jornada de trabalho entrar em vigor, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis em dois turnos.

No início de setembro, a matéria foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e entrou na pauta do Plenário da Casa para ser votada. No entanto, o governo preferiu adiar a análise por receio de que não teria os votos necessários.

Ainda nesta segunda-feira (5), o presidente Lula se reúne com aliados para discutir as estratégias de campanha para o segundo turno. A 6x1, nessa nova etapa da campanha, pode ser determinante para a reeleição do petista.

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postado em 05/10/2026 14:09 / atualizado em 05/10/2026 14:58
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