Bolsa Família

Bolsa Família: veja o histórico de reajustes no benefício de 2004 até 2026

O benefício foi criado em 2003 e já atendeu milhões de famílias brasileiras, passando pelos governos de Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro

O benefício foi criado em 2003 e já atendeu milhões de famílias. -  (crédito: Lyon Santos/Agência Brasil)
O benefício foi criado em 2003 e já atendeu milhões de famílias. - (crédito: Lyon Santos/Agência Brasil)

Um novo reajuste de 15,04% no Bolsa Família foi anunciado pelo governo federal nesta quinta-feira (17/9), com isso, o valor mínimo pago pelo benefício vai subir de R$600 para R$691 a partir de outubro, o que eleva o valor médio a R$777. Esse é o terceiro maior reajuste já registrado pelo benefício. 

O programa foi criado em outubro de 2003 pela Medida Provisória nº 132 e posteriormente consolidado pela Lei nº 10.836, de janeiro de 2004. Na época, o valor médio variava entre R$67 e R$72. Naquele ano, o programa não contava com um piso definido e o valor recebido pelas famílias poderia ser maior ou menor de acordo com outros critérios. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

O primeiro reajuste foi em agosto de 2007, durante o início do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerca de 17,7% a 18,25% no valor básico, subindo a bolsa média para R$74,21. 

O segundo reajuste veio logo depois, em julho de 2008, em 8%. O governo aplicou o aumento para recompor o poder de compra da população mais pobre devido à alta inflação da época. O valor médio geral recebido pelas famílias subiu para cerca de R$84,50.

Em setembro de 2009, o reajuste foi de cerca de 9,68%, ainda no governo de Lula. Na época, o aumento veio para compensar a variação da inflação acumulada e expandir o orçamento para incluir mais 1,3 milhões de famílias. O valor médio mensal saltou para cerca de R$95,00. 

O quarto reajuste no Bolsa Família entrou em vigor em abril de 2011, marcando a primeira correção realizada no mandato da presidente Dilma Rousseff. O percentual de reajuste foi em média 19,4%, variando por categoria, e o valor médio subiu de R$96,00 a R$115,00 por família. 

O reajuste seguinte foi em junho de 2014, ainda sob gestão de Dilma, uma correção linear de 10% sobre os benefícios, com o valor médio em cerca de R$168,00.

Em julho de 2016, entrou em vigor um novo reajuste, assinado pelo presidente Michel Temer logo após assumir o governo interinamente. O benefício subiu em uma média de 12,5%, e o valor médio passou para R$182,31.

A próxima mudança no valor do Bolsa Família, foi em julho de 2018, com uma correção média de R$5,67%, com o objetivo de garantir uma recomposição inflacionária e um ganho real acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado na época. Com isso, o benefício médio por família subiu para cerca de R$187,79.

O programa passou por um hiato sem reajustes tradicionais entre 2019 e 2021. Mas em Novembro de 2021, uma reformulação no programa criou o Auxilio Brasil, que unificou benefícios e estabeleceu um piso mínimo de R$400. 

Já em agosto de 2022, ainda chamado de Auxilio Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro, o valor base teve um reajuste de cerca de 50%, e o piso mínimo passou para R$600,00, com o valor médio chegando a R$607,14. 

Em 2023, o programa retomou o nome Bolsa Família e continuou com o piso de R$600 por família, e passou a considerar o número e o perfil dos integrantes da família para definir o valor recebido. 

O reajuste atual está previsto para começar a ser pago em 19 de outubro, entre o primeiro e o segundo turnos das eleições. Segundo o governo, o aumento de 15,04% alcançará cerca de 19 milhões de famílias. O decreto com os novos valores já foi publicado, e a folha de outubro será processada com o reajuste.

 

  • Google Discover Icon
postado em 18/09/2026 09:26 / atualizado em 18/09/2026 09:47
x