A prévia da inflação oficial no Distrito Federal ficou em 0,07% em julho de 2026, segundo dados divulgados nesta terça-feira (28/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice desacelerou de forma significativa em relação aos 0,93% registrados em junho e foi o menor resultado positivo entre todas as regiões pesquisadas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que antecipa o comportamento da inflação oficial, também mostrou estabilidade no país. A taxa nacional ficou em 0,06%, apenas um centésimo abaixo da registrada em Brasília. No acumulado de 2026, a inflação na capital soma 3,27%. Em 12 meses, chega a 4,29%.
Saúde e habitação puxam a inflação
Dos nove grupos pesquisados, quatro tiveram alta de preços no Distrito Federal. A maior pressão veio de saúde e cuidados pessoais, que avançou 0,59%.
Saiba Mais
-
Economia FGTS aprova distribuição de R$ 13 bilhões a trabalhadores; veja como consultar
-
Economia De diarista a empresária: jovem lidera franquias valorizando a profissão
-
Economia Prévia da inflação surpreende mercado e reforça expectativa de corte de juros
-
Economia IPCA-15 desacelera para 0,06% em julho com queda nos preços dos alimentos
-
Economia Brasil aciona OMC contra o tarifaço dos Estados Unidos
-
Economia Indústria defende volta da "taxa das blusinhas" e alerta para prejuízos
O aumento foi impulsionado principalmente pelos planos de saúde, que ficaram 0,42% mais caros. Também pesaram os reajustes de perfumes (2,32%), produtos para a pele (2,66%) e medicamentos hormonais (2,92%).
Habitação apareceu em seguida, com alta de 0,42%. Os maiores aumentos ocorreram na taxa de água e esgoto, que subiu 1,94%, seguida pelo aluguel residencial, com avanço de 0,42%, e pela energia elétrica, que teve variação de 0,21%.
Alimentação ficou praticamente estável
O grupo alimentação e bebidas variou apenas 0,03%, indicando estabilidade no período. Ainda assim, alguns itens tiveram reajustes relevantes.
As refeições consumidas fora de casa ficaram 1,37% mais caras, enquanto os lanches subiram 1,34%. Entre os alimentos, a cebola registrou alta de 7,89% e o leite longa vida, de 1,53%.
Na outra ponta, alguns produtos ajudaram a frear a inflação. O tomate ficou 14,55% mais barato, a banana-prata recuou 6,88% e o café moído teve queda de 2,75%.
Quedas em vestuário e despesas pessoais
Os grupos despesas pessoais e vestuário exerceram o maior efeito de contenção sobre o índice de julho.
Em despesas pessoais, a variação foi de -0,21%. As principais reduções apareceram na hospedagem (-2,78%), nos pacotes turísticos (-2,29%) e nos ingressos para cinema, teatro e concertos (-1,78%).
O grupo vestuário caiu 0,49%. Entre os itens pesquisados, ficaram mais baratas as blusas (-2,65%), as joias (-1,95%) e as camisas e camisetas infantis (-3,08%).
Como funciona o IPCA-15
O IPCA-15 acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. A metodologia é a mesma do IPCA, índice oficial de inflação do país. A diferença está no período de coleta e na área geográfica considerada.
Nesta divulgação, os preços foram levantados entre 17 de junho e 15 de julho e comparados aos registrados entre 16 de maio e 16 de junho. A pesquisa abrange as regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.
Saiba Mais
-
Cidades DF Simulação testa resposta a queda de avião em área urbana do DF
-
Cidades DF PM prende homem e recupera moto roubada em Taguatinga Norte
-
Cidades DF Explosão no Núcleo Bandeirante deixa vítima em estado grave
-
Cidades DF Descarrilamento no Metrô interdita estações da Asa Sul nesta terça (28/7)
-
Cidades DF Major da PM se altera em bar, ameaça funcionários e saca arma; veja vídeo
-
Cidades DF Criança fica ferida após atropelamento na faixa de pedestres
