
A convulsão sofrida por Henri Castelli durante a Prova do Líder do "BBB 26", exibida ao vivo, acendeu um alerta médico dentro e fora da casa.
O episódio, que interrompeu imediatamente a dinâmica da competição, é considerado uma emergência hospitalar e pode resultar na desclassificação do ator do reality, já que a prioridade, nesses casos, é a investigação clínica e o atendimento em ambiente hospitalar.
Segundo o médico endocrinologista esportivo João Marcello Branco, episódios convulsivos podem acontecer mesmo em pessoas sem histórico prévio de epilepsia, especialmente quando o organismo é submetido a condições extremas, como ocorre frequentemente em provas de resistência e confinamento prolongado.
“É importante a gente falar o seguinte: todo mundo pode ter convulsão. O que depende, que isso é individual, é o limiar convulsivo. O que é isso? É a capacidade que o corpo tem, e isso é individual, de travar esse curto-circuito no cérebro que é a convulsão, falando de uma maneira mais popular”, explica o médico.
João Marcello destaca que fatores como estresse elevado, restrição alimentar e descarga intensa de adrenalina podem reduzir esse limiar convulsivo, favorecendo o surgimento de uma crise, mesmo em pessoas saudáveis.
“Em situações extremas, principalmente níveis de estresse muito alto e principalmente se a pessoa também está com restrição calórica energética, por exemplo, a hipoglicemia… Então é analisar a parte situacional ali naquele contexto, como nível de estresse elevado, restrição de comida, muita adrenalina. Esse limiar de suportar convulsão baixou e aí ele teve essa convulsão.”
O médico relembra ainda um caso emblemático do esporte mundial para ilustrar como o fator situacional pode ser determinante.
“Um caso muito famoso aconteceu com o Ronaldo Fenômeno na Copa do Mundo. Em nenhum outro momento foi relatado que o Ronaldo teve outra convulsão. Ali, naquele momento, a cobrança muito forte, o estresse muito alto, ele teve uma convulsão.”
No contexto do BBB, onde os participantes são submetidos a privação de sono, alimentação controlada e provas fisicamente extenuantes, a ocorrência de uma convulsão exige conduta imediata.
De acordo com João Marcelo Branco, não há margem para observação prolongada dentro do programa.
“E obviamente: uma convulsão aguda tem que ser investigada, tem que ser feito tomografia no cérebro e, principalmente, nos casos mais graves de convulsão, que são os que têm concussão cerebral, que é a pancada no cérebro, esses têm que ir diretamente pra emergência. Aliás, todos têm que ir pra urgência”, afirma.
Diante desse protocolo médico, a ida de Henri Castelli ao hospital se torna inevitável, o que pode inviabilizar sua permanência no reality.
Em situações como essa, a produção do programa costuma priorizar a segurança e a saúde do participante, ainda que isso implique sua saída definitiva da competição.
O caso reacende o debate sobre os limites físicos e emocionais impostos em realities de resistência e reforça que episódios neurológicos, mesmo quando isolados, devem ser tratados como emergência médica, sem exceções.
O henri castelli convulsionando e os dummies simplesmente parados. Que agonia #BBB26 pic.twitter.com/YoluBhtzkO
— Ju ribe (@julianaribe) January 14, 2026

Mariana Morais
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