CUSTO DE VIDA

IPCA-15 de Brasília desacelera em outubro e traz alívio para o consumidor

Queda nas passagens aéreas alivia o bolso na capital federal, compensando a alta dos alimentos; índice oficial recua forte após marcar 0,76%

Com alta de quase 30%, o tomate foi um dos principais itens que pressionaram a inflação dos alimentos em Brasília no último mês -  (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
Com alta de quase 30%, o tomate foi um dos principais itens que pressionaram a inflação dos alimentos em Brasília no último mês - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,28% em Brasília em outubro. O resultado ficou 0,48 ponto percentual abaixo da taxa de setembro, quando o índice marcou 0,76%. Em outubro de 2025, a variação havia sido de 0,26%.

Em âmbito nacional, o índice fechou o mês em 0,32%. Com os números divulgados hoje (23/10) pelo IBGE, a capital federal acumula elevação de 4,10% no ano e avanço de 4,76% no período de 12 meses.

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Impactos da alimentação e outros grupos

Sete dos nove grupos pesquisados registraram alta no período. O setor de alimentação e bebidas representou a maior pressão positiva, ao subir 0,88% e contribuir com 0,15 ponto percentual no índice geral de Brasília.

O movimento de alta nos alimentos decorreu de quatro itens: tomate (29,48%), limão (28,41%), arroz (6,06%) e refeição (0,62%). Na direção oposta, manga (-16,67%), banana-prata (-9,99%) e mamão (-9,40%) apresentaram recuo nos preços.

O grupo de despesas pessoais subiu 0,91%, com variações em cinema, teatro e concertos (10,99%), hospedagem (1,29%) e empregado doméstico (0,62%). Saúde e cuidados pessoais avançou 0,58%, impulsionado por produto para a pele (3,04%), hospitalização e cirurgia (1,67%) e plano de saúde (0,42%).

Queda no setor de transportes

O grupo transportes exerceu o maior recuo na prévia da inflação local, marcando taxa de -0,59% e contribuição de -0,13 ponto percentual. O resultado foi influenciado por passagem aérea (-14,69%), automóvel usado (-1,00%) e ônibus interestadual (-0,36%).

Ainda dentro de transportes, foram registradas variações positivas: óleo diesel (5,15%), conserto de automóvel (1,77%) e gasolina (0,74%).

Critérios da pesquisa

Os preços foram coletados entre 16 de setembro e 14 de outubro de 2026 e comparados aos valores vigentes de 15 de agosto a 15 de setembro de 2026. O levantamento envolve famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos.

A abrangência geográfica contempla as regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia adotada é a mesma aplicada no IPCA, com diferenças concentradas no período de coleta e no território coberto.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 23/10/2026 12:41 / atualizado em 23/10/2026 12:46
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