A final da Copa do Mundo, disputada entre Espanha e Argentina, movimentou os bares brasileiros mesmo sem a presença da Seleção Brasileira em campo. Levantamento do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostra que os homens foram maioria entre os consumidores, mas as mulheres gastaram mais por compra durante o evento.
Segundo os dados, o público masculino respondeu por 69,8% das vendas realizadas em bares, discotecas e casas noturnas e por 68,9% do faturamento. Já as mulheres representaram 30,2% das transações e 31,1% da receita total. A diferença está no valor gasto em cada compra: o ticket médio feminino chegou a R$ 55,76, enquanto o masculino ficou em R$ 53,42.
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O faturamento nominal de bares, discotecas e casas noturnas aumentou 14,5% no domingo da final em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado indica que a decisão manteve o interesse dos brasileiros pela Copa mesmo após a eliminação da Seleção.
A movimentação registrada na final superou a observada em três dos cinco jogos do Brasil no torneio. O crescimento foi maior do que o registrado nas partidas contra Marrocos (6,4%), Haiti (-2,8%) e Noruega (13,8%), confronto que marcou a eliminação brasileira.
O desempenho ficou atrás apenas dos jogos contra Escócia, quando o faturamento avançou 34,1%, e Japão, que registrou alta recorde de 86,1%.
Para Carlos Alves, vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, a decisão manteve o apelo do torneio entre os consumidores. “Mesmo sem a Seleção Brasileira em campo, a final manteve a capacidade de mobilizar o consumo e transformou os bares em pontos de encontro para acompanhar a decisão da Copa do Mundo. O Varejo se beneficia dessa paixão brasileira pelo futebol”, afirmou.
Pix ganha espaço e se aproxima do débito
O levantamento também apontou mudanças nos meios de pagamento utilizados pelos consumidores. O débito continuou liderando as transações, com participação de 42,5% das vendas. O Pix apareceu logo atrás, com 35,5%, enquanto o crédito à vista respondeu por 22%.
Quando analisado o faturamento, a diferença entre os meios de pagamento foi ainda menor. O débito concentrou 35,2% da receita, o Pix respondeu por 33% e o crédito à vista por 31,6%. O Pix apresentou ticket médio de R$ 49, superior ao registrado no débito, de R$ 43,74. Já o crédito à vista teve ticket médio de R$ 75,83.
Os números mostram um avanço significativo do sistema de pagamentos instantâneos. Em 2025, o Pix representava 20,7% das vendas e 18,5% do faturamento dos bares. Em apenas um ano, sua participação cresceu quase 15 pontos percentuais.
Bares se destacaram entre os setores
O efeito da final foi mais intenso nos estabelecimentos ligados à experiência coletiva de assistir à partida. Enquanto bares, discotecas e casas noturnas cresceram 14,5%, os restaurantes tiveram alta de apenas 0,2% e as lanchonetes registraram queda de 9%. O comportamento sugere que os consumidores priorizaram locais voltados à convivência e à transmissão do jogo.
No recorte regional, o Distrito Federal apresentou o melhor desempenho entre os estados analisados, com crescimento de 15,8%, acima da média nacional. Em seguida apareceram São Paulo (14,6%), Ceará (13,2%), Minas Gerais (10%), Santa Catarina (8,6%), Bahia (4,4%) e Rio de Janeiro (2,4%). O Rio Grande do Sul foi o único estado com resultado negativo, registrando queda de 6,2%.
Apesar da movimentação nos bares, a final não provocou a paralisação do comércio observada em alguns jogos da Seleção Brasileira. O varejo total cresceu 1,8% no dia da decisão, impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico, que avançou 11,4%. O comércio físico ficou praticamente estável, com recuo de apenas 0,3%.
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