AUTOMOBILISMO

Justiça marca audiência sobre ação de Massa pelo título da F1 de 2008

Audiência na Suprema Corte britânica vai analisar recursos contra a ação em que o brasileiro pede cerca de 64 milhões de libras por suposta conspiração

 25/09/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Esportes. Stock Car 2026 - Treino Livre Sexta Tarde. Felipe Massa.  -  (crédito:  Ed Alves/CB/D.A Press)
25/09/2026. Ed Alves/CB/D.A Press. Esportes. Stock Car 2026 - Treino Livre Sexta Tarde. Felipe Massa. - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

A disputa judicial de Felipe Massa relacionada ao Mundial de Fórmula 1 de 2008 ganhou uma nova data decisiva. A Suprema Corte do Reino Unido marcou para 2 e 3 de fevereiro de 2027 a audiência dos recursos apresentados pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA), pela Formula One Management (FOM) e por Bernie Ecclestone. Os réus tentam impedir o prosseguimento da acusação de conspiração que permaneceu em análise após decisões anteriores da Justiça britânica.

A audiência não será o julgamento definitivo do pedido de indenização do brasileiro. Os ministros examinarão os fundamentos jurídicos que permitiram à ação continuar. Caso os recursos sejam acolhidos e a acusação remanescente seja rejeitada, o processo poderá terminar sem um julgamento completo. Se a decisão anterior for mantida, Massa poderá seguir buscando a responsabilização dos envolvidos.

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O ex-piloto reivindica aproximadamente 64 milhões de libras por prejuízos financeiros que atribui à perda do campeonato, incluindo oportunidades comerciais e ganhos que poderia ter obtido como campeão mundial. A etapa atual não decidirá uma mudança no resultado esportivo de 2008. Os pedidos de declarações relacionados à conduta da FIA e ao desfecho do campeonato foram descartados pela Alta Corte, que preservou a alegação de conspiração por meios ilícitos.

O processo tem origem no GP de Singapura de 2008, quando Nelsinho Piquet bateu propositalmente para favorecer o companheiro de Renault, Fernando Alonso. Massa liderava a corrida antes do acidente, mas teve uma parada desastrosa durante o período de safety car e terminou em 13º, fora da zona de pontuação. Hamilton foi terceiro naquela prova e encerrou a temporada campeão por um ponto de vantagem sobre o brasileiro.

A tese de Massa é que dirigentes da categoria já tinham informações sobre a manipulação durante o campeonato e deixaram de investigar o episódio a tempo. A ação ganhou impulso após uma entrevista concedida por Ecclestone em 2023, na qual o ex-chefe da F-1 afirmou ter conhecimento antecipado do caso. Os réus contestam as alegações.

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postado em 21/10/2026 22:24
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