O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Anistia Internacional Brasil manifestaram profundo pesar pela morte de Daniela Fichino, ocorrida no domingo (25/10). Advogada, comunicadora popular e defensora dos direitos humanos, ela atuava como diretora-adjunta da organização Justiça Global.
Daniela integrava a equipe da Justiça Global desde 2014, instituição em que coordenou a área de Justiça Internacional antes de assumir a direção adjunta em 2023. Ela também participou como assistente de acusação no caso dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes.
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Sua formação acadêmica tinha graduação em direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestrado em direito e desenvolvimento pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e doutorado em teoria e filosofia do direito pela UERJ.
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Atuação em litígios e cortes internacionais
O trabalho de Daniela envolveu a articulação entre conhecimento jurídico, mobilização social e diálogo institucional, colaborando com vítimas, movimentos sociais e comunidades. Sua atuação esteve diretamente ligada a casos emblemáticos perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos, como:
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o Caso da Explosão da Fábrica de Fogos de Santo Antônio de Jesus, na Bahia;
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as Medidas Provisórias do Complexo Penitenciário do Curado, em Pernambuco;
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os casos Da Silva e Outros vs. Brasil e Muniz da Silva e Outros vs. Brasil, na Paraíba;
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o Caso Mães de Cabo Frio vs. Brasil, relacionado às mortes de bebês na Clínica Pediátrica da Região dos Lagos (CLIPEL), no Rio de Janeiro;
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o Caso Comunidades Quilombolas de Alcântara vs. Brasil, no Maranhão;
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o Caso Maicon de Souza Silva, Renato da Silva Paixão e Outros;
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o Caso Luiza Melinho;
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o Caso José Carlos da Silva e seus Familiares;
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o enfrentamento às violações cometidas durante a Operação Contenção, no Rio de Janeiro.
Em manifestação oficial, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania ressaltou que a atuação de Daniela fortaleceu a defesa da memória, da verdade, da justiça e da reparação integral às vítimas, com foco na garantia de não repetição de violações. A Anistia Internacional Brasil pontuou a parceria contínua com a diretora e expressou solidariedade aos familiares, companheiros de trabalho e amigos.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
