Vitor Roque dá sinais de recuperação no Palmeiras justamente em um dos momentos mais importantes da temporada. Afinal, depois de enfrentar um período de cobranças e dificuldades para reencontrar o ritmo após lesões, o atacante voltou a aparecer como peça importante nas partidas contra São Paulo e LDU.
O centroavante, então, passou por uma cirurgia no tornozelo esquerdo em maio e ficou mais de dois meses longe dos gramados. O retorno, no entanto, não foi fácil, já que ficou oito jogos sem estufar a rede, até que desencantou no confronto com o Vasco, pelo Campeonato Brasileiro, no Nubank Parque, em agosto.
Após o empate por 1 a 1 com o Mirassol, fora de casa, o técnico Abel Ferreira teceu críticas públicas ao atacante. O comandante português deixou claro que o jogador não estava em boa forma, tanto que constantemente era substituído e não completava os 90 minutos. Em seguida, Roque iniciou as partidas contra Santos, pela Copa do Brasil, e Botafogo, no Brasileirão, no banco.
No entanto, voltou a figurar entre os titulares no jogo de ida das quartas da Libertadores, contra a LDU, e fez a finalização, que gerou o tento de Giay no rebote. No jogo seguinte, atuou por 90 minutos diante do São Paulo, algo que não ocorria desde o jogo com o Guarani, em fevereiro, pelo Paulistão. Em campo, o atleta estufou a rede e teve uma atuação consistente.
"Tenho que agradecer a oportunidade de vestir essa camisa, de marcar esse gol e de vencer esse clássico. Agradeço a toda a equipe que vem me ajudando, ao professor. Pouco a pouco venho recuperando minha confiança. Não é fácil passar por lesões. Desde o início do ano venho passando por isso, e essas lesões estão me atrapalhando. Mas é pouco a pouco. Vou seguir trabalhando para ajudar o Palmeiras a melhorar ainda mais", disse.
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Confiança e personalidade
A atuação no clássico ganhou ainda mais importância pelo contexto e foi como uma resposta imediata ao treinador. No jogo de volta contra a equipe equatoriana, em Quito, marcou o segundo gol do Palmeiras e ajudou a equipe a ficar à frente no placar. O Alviverde, contudo, sofreu a virada, mas avançou às semifinais da Libertadores após vencer nas penalidades.
O grande destaque foi Carlos Miguel, que defendeu as cobranças de Lucas Rodríguez e Segovia. Contudo, Vitor Roque esbanjou personalidade ao aplicar uma cavadinha na disputa de pênaltis e converter seu tento.
"Faz parte, se o Roque esteve lesionado três, quatro meses, está voltando da lesão. Vocês sabem o quanto eu defendi o Vitor Roque ano passado? Não houve ninguém que defendesse o Vitor Roque mais do que eu. Eu só quero uma coisa, que ele tenha alegria de treinar, que sorria para o sol", explicou Abel Ferreira, em entrevista no início do mês.
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