
O rapper americano Macklemore anunciou nesta quinta-feira (24/9) que está organizando sua própria turnê chamada: “Free Palestine Tour", após ser afastado dos shows de Ed Sheeran por suas declarações em apoio aos palestinos.
Sua exclusão como atração de abertura da “Loop Tour”, do astro pop britânico, ocorreu após se manifestar em apoio à Palestina durante um show em Nova Jersey. O ato provocou polêmica nos Estados Unidos e no exterior.
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Em reação ao afastamento e aos comentários, Macklemore anunciou que fará três shows no fim de outubro em Londres, Paris e Dublin. Ele planeja ainda outros shows nos EUA e disse que todo lucro será destinado a associações de pró-palestina.
"O que aconteceu comigo é algo maior do que um único artista ou um único palco", disse o rapper em uma publicação no Instagram. “Quando a classe bilionária pode decidir quais vozes têm permissão para subir ao palco e quais são perigosas demais para serem ouvidas, todo mundo deveria prestar atenção. Estamos em 2026. Ser apolítico durante um genocídio não funciona mais.”
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Ele foi afastado da turnê por pressão de proprietários de estádios americanos. A decisão suscitou uma série de críticas a Ed Sheeran, que até pouco tempo não havia se manifestado politicamente sobre o assunto.
Durante um show na Filadélfia no último fim de semana, o compositor britânico reconheceu “erros” e descreveu a situação em Gaza como “injustificável”. Segundo Sheeran, seu desejo era, desde o começo da carreira, se manter afastado de questões políticas, mas que frente a importância do assunto, ele escolheu deixar claro sua posição.
"Eu nunca quis ser um músico ativista, mas isso me colocou no meio de um importante e apaixonado debate sobre liberdade de expressão e a questão política mais complexa do planeta", disse. "Eu tentei, na minha carreira, não ser um comentarista político de nenhum tipo, porque quero que minha música e meus shows sejam sobre união, não divisão", continuou. "Mas esta é uma questão humanitária, e não posso mais esconder o que sinto a respeito."
O cantor disse que o que aconteceu em Israel em 7 de outubro foi "horrível e agravou séculos de dor judaica", e que o que estava acontecendo em Gaza era "catastrófico, injustificável e desproporcional". Ele disse que estava descobrindo como contribuir de uma forma que ajudasse "as vítimas destes tempos terríveis — e ouvindo e aprendendo, porque não sei o suficiente".
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