Jiu-jitsu

STF reúne pequenos atletas de jiu-jítsu em seminário comandado por Luiz Fux

O seminário realizado Centro de Treinamento da Polícia Judicial, no STF, contou com a presença de participantes de três projetos sociais em comemoração ao dia das crianças

Ministro Luiz Fux e os participantes do seminário  -  (crédito: Cássia André CB/ DA Press)
Ministro Luiz Fux e os participantes do seminário - (crédito: Cássia André CB/ DA Press)

Brasília recebeu, nesta quarta-feira (14/10), um seminário de jiu-jítsu comandado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux. A atividade reuniu crianças e adolescentes de três projetos sociais da capital em uma programação especial em comemoração ao Dia das Crianças.

O seminário contou com a participação de representantes da TMD House Brasília, do Instituto Brasileiro Lutando Por Vidas (LPV) e da Escola de Jiu-Jítsu 1 a 1, com apoio da Academia Osvaldo Alves, onde Fux pratica e ensina a modalidade.

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No tatame do Centro de Treinamento da Polícia Judicial, localizado no Anexo II do STF, os participantes fizeram alongamentos, treinaram técnicas e trocaram experiências com alunos de outras instituições. A programação também proporcionou às crianças a oportunidade de treinar com o ministro, que pratica Jiu-jitsu há 50 anos, e contou também com a presença do secretário da área, Marcelo Schettini, também faixa-preta no esporte. 

Além das atividades esportivas, os participantes fizeram um tour pelo plenário do Supremo, onde puderam conhecer o espaço e aprender um pouco mais sobre o funcionamento do Judiciário brasileiro.

Esporte como ferramenta de formação

Durante o encontro, Fux destacou o papel do jiu-jítsu na formação de crianças e adolescentes, especialmente daqueles que vivem em comunidades com menos oportunidades de acesso ao esporte. Segundo o ministro, a modalidade pode contribuir para afastar os jovens das drogas e da violência, além de desenvolver a autoestima, a disciplina e os cuidados com a saúde.

“É uma filosofia de vida”, afirmou Fux ao explicar que os ensinamentos do esporte vão além das técnicas de luta. Para ele, o treinamento também deve transmitir valores como respeito ao próximo, responsabilidade e solidariedade.

O ministro ressaltou ainda que o Jiu-jitsu deve ser utilizado como instrumento de defesa pessoal, e não para agredir outras pessoas. Durante a entrevista, ele explicou que os alunos também aprendem a importância dos estudos, da alimentação adequada e dos cuidados com os colegas durante os treinos.

“O projeto veio para tirar as crianças da rua, ensinando a evitar os males que se encontram por lá, as drogas, o álcool, e dá a essas crianças autoestima, a disciplina, ensina que eles tem que se alimentar bem, cuidar de si mesmos e dos outros”, explicou. 

O ministro ensinou tecnicas do esporte
O ministro ensinou tecnicas do esporte (foto: Cássia André CB/ DA Press)

Fux contou que a iniciativa começou de forma pequena, com um tatame instalado em sua própria casa, onde passou a ensinar a modalidade a assessores que não tinham tido a oportunidade de praticá-la. Com o tempo, o trabalho cresceu e passou a incluir atividades em outros espaços, entre eles projetos voltados para crianças de comunidades carentes e treinamentos para profissionais de segurança.

“Nós começamos o projeto no Complexo da Maré, com as crianças carentes, seguimos para Manaus, de onde eu venho, depois começamos com os policiais do Bope no Rio de Janeiro, até chegar aqui, no DF”, contou o ministro. 

O ministro também relacionou os ensinamentos do esporte à atuação no Judiciário. Segundo ele, a prática influencia tanto a vida pessoal quanto a profissional, especialmente na construção do caráter e da disciplina. Atualmente, Fux pratica jiu-jítsu duas vezes por semana, nesse mesmo espaço, e não pretende parar. 

 Fux frequentemente utiliza o legado do mestre Osvaldo Alves para promover inclusão, ministrando aulas de jiu-jítsu e defesa pessoal para crianças em vulnerabilidade social
Fux frequentemente utiliza o legado do mestre Osvaldo Alves para promover inclusão, ministrando aulas de jiu-jítsu e defesa pessoal para crianças em vulnerabilidade social (foto: Giovanna Rodrigues CB/ DA Press)

Pequenos atletas 

Entre as participantes do seminário estava a atleta Michelle Cunha, de 11 anos, que já conquistou títulos e acumula cerca de 34 medalhas ao longo da trajetória no esporte. A jovem contou que o Jiu-jítsu faz parte de sua rotina e considera a modalidade importante para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos.

Para Michelle, a realização de um seminário dentro do STF também representa o reconhecimento do esporte. Ela destacou a importância de levar o Jiu-jitsu a diferentes espaços, especialmente pela possibilidade de ensinar técnicas de defesa pessoal às mulheres em um cenário de violência.

Outra pequena atleta, Liz Ribeiro, de 10 anos, conta que começou a praticar aos 6 anos e desde então se sente mais alegre e ativa, e diz que praticar o esporte a ajudou a entender a disciplina e o foco, mas que se diverte muito também. 

A visita ao Supremo também despertou a curiosidade dos participantes. Álika Tavares de Almeida, de 10 anos, contou que ficou animada com a oportunidade de conhecer o ministro e visitar o tribunal. Ela afirmou que considera o local importante por sua atuação na Justiça brasileira e que esperava aprender mais sobre o funcionamento das instituições.

 

Após o seminário as crianças visitaram o plenário do STF
Após o seminário as crianças visitaram o plenário do STF (foto: Imagem cedida ao Correio)

  • Ministro Luiz Fux e os participantes do seminário
    Ministro Luiz Fux e os participantes do seminário Foto: Cássia André CB/ DA Press
  • Após o seminário as crianças visitaram o plenário do STF
    Após o seminário as crianças visitaram o plenário do STF Foto: Imagem cedida ao Correio
  • O ministro ensinou tecnicas do esporte
    O ministro ensinou tecnicas do esporte Foto: Cássia André CB/ DA Press
  •  Fux frequentemente utiliza o legado do mestre Osvaldo Alves para promover inclusão, ministrando aulas de jiu-jítsu e defesa pessoal para crianças em vulnerabilidade social
    Fux frequentemente utiliza o legado do mestre Osvaldo Alves para promover inclusão, ministrando aulas de jiu-jítsu e defesa pessoal para crianças em vulnerabilidade social Foto: Giovanna Rodrigues CB/ DA Press
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postado em 14/10/2026 14:52 / atualizado em 14/10/2026 17:13
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