Cinema

Empate entre Manas e O agente secreto marca o Prêmio Grande Otelo 2026

"Manas", de Marianna Brennand, e "O Agente Secreto", de Kleber Mendonça Filho, dividem o prêmio de Melhor Longa de Ficção

Marianna Brennand -  (crédito: R2 Foto)
Marianna Brennand - (crédito: R2 Foto)

O cinema brasileiro viveu uma noite de celebração e reconhecimento nesta terça-feira (4/8), durante a cerimônia do Prêmio Grande Otelo 2026, realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Pela primeira vez na história da premiação, dois filmes dividiram o troféu de Melhor Longa-Metragem de Ficção: Manas, dirigido por Marianna Brennand, e O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, após um empate na votação.

Além do principal prêmio da noite, Manas foi um dos grandes destaques da cerimônia ao conquistar cinco troféus, incluindo Melhor Direção para Marianna Brennand, Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem de Ficção e Melhor Atriz Coadjuvante para Dira Paes. Já O agente secreto levou quatro estatuetas, entre elas Melhor Direção de Arte, Melhor Direção de Fotografia e Melhor Efeito Visual.

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O filme mais premiado da edição foi Homem com H, de Esmir Filho, vencedor de seis categorias. A produção levou o prêmio do Júri Popular e garantiu a Jesuíta Barbosa o troféu de Melhor Ator por sua interpretação de Ney Matogrosso. Também venceu nas categorias de Melhor Trilha Sonora, Figurino, Maquiagem e Som.

Entre os demais vencedores, Denise Weinberg foi eleita Melhor Atriz por O último azul, enquanto Rodrigo Santoro recebeu o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo mesmo longa. Apocalipse nos trópicos, de Petra Costa, conquistou os prêmios de Melhor Documentário e Melhor Montagem de Documentário, e Velhos bandidos, de Claudio Torres, foi escolhido como Melhor Longa-Metragem de Comédia.

A cerimônia também marcou as comemorações pelos 25 anos da Academia Brasileira de Cinema. Em seu discurso de abertura, a presidente da instituição, Renata Almeida Magalhães, destacou a força da produção audiovisual nacional e dedicou a noite ao produtor Luiz Carlos Barreto.

“Fico verdadeiramente comovida em ver a quantidade de filmes que produzimos, mas, sobretudo, a qualidade deles. Quantos filmes são incríveis? Uma cinematografia de dar orgulho e que justifica toda a nossa insistência em produzir obras independentes que só nós podemos fazer. Valeu, vale e valerá a pena. Afinal, a nossa alma não é pequena. Essa noite é dedicada a ele, sem o qual provavelmente eu não estaria aqui. Penso mesmo que ninguém estaria aqui: Luiz Carlos Barreto”, afirmou.

Durante a solenidade, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, anunciou que o Prêmio Grande Otelo passa a integrar oficialmente o calendário da cidade. “É um reconhecimento institucional à importância do cinema brasileiro, ao trabalho da Academia Brasileira de Cinema e à trajetória de um prêmio que, há 25 anos, celebra a excelência do nosso audiovisual”, declarou.

A apresentação de abertura ficou por conta de Ney Matogrosso, que interpretou O tempo não para, de Cazuza, acompanhado por Sasha ao piano e um quarteto de cordas. Apresentada por Marieta Severo e Silvia Buarque, a premiação reuniu profissionais do cinema brasileiro e internacional e distribuiu 32 troféus entre longas-metragens, curtas e séries, escolhidos pelos mais de 350 profissionais associados à Academia, além do prêmio de Júri Popular, definido por votação aberta ao público. 

*Estagiária sob a supervisão de Nahima Maciel

 

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EB
postado em 05/08/2026 16:43
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