Quando é para ser

Quando é para ser

postado em 08/06/2014 00:00
 (foto: Fotos: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)
(foto: Fotos: Zuleika de Souza/CB/D.A Press)

Quem nunca namorou firme pode ter a impressão de que se trata de algo monótono, que conduz a uma rotina morna. Muita gente tem visões distorcidas de um relacionamento amoroso, como se fosse algo que limitasse a liberdade dos envolvidos. Nathália Saffi, 24 anos, sempre gostou de sair à noite e curtir a solteirice. Teve de rever seus conceitos quando conheceu Rodrigo Clemente, 25, engenheiro mecânico. Os dois se encontraram, é claro, em uma festa.

Ele também gostava muito de sair. Enfim, tinham tudo para dar certo, exceto o fato de que, em três meses, ela embarcaria para a França para um semestre de intercâmbio. Sem se preocupar com a viagem, ficaram juntos até o dia do embarque ; foram a muitas festas de música sertaneja e eletrônica. ;Foi quando eu vi que namorar podia, sim, ser legal;, descobriu Nathália. Finalmente, quando ela voltou, o relacionamento recomeçou exatamente do mesmo ponto em que havia parado. O namoro se oficializou e, hoje, o casal soma dois anos e quatro meses de convívio.

Em seu tempo fora, Nathália já pensava em voltar e ter hábitos mais saudáveis, se alimentar melhor e fazer mais exercício físico. Rodrigo, que já era acostumado com essa vida, foi um incentivo maior. Os dois vão à academia todos os dias, exceto domingos. De segunda a sexta, vão separados por terem rotinas diferentes ; ela estuda para concursos e ele estuda e trabalha. Mas, no sábado, vão juntinhos.

Agora, os dois baladeiros estão mais comedidos, curtem preferencialmente um barzinho com os amigos. Jamais, porém, descuidam da alimentação ; fast-food nem pensar. De vez em quando, em casa, até se aventuram na cozinha. ;Outro dia, testamos uns cookies de proteína;, ela conta. Não aprovaram a receita, mas pretendem incrementá-la e melhorá-la da próxima vez.

Não costumam brigar nem entre si nem com outras pessoas. Simplesmente, não é do feitio deles. ;Nós somos bastante compreensivos um com o outro, não somos ciumentos e não somos bons em decidir coisas;, lista Rodrigo. Ainda assim, admite diferenças: ;Ela é mais sensível, mais romântica. Nisso, eu preciso me esforçar às vezes;.

Acertando os ponteiros

Com a namorada anterior, Bruno Saboya, 25 anos, administrador e mestrando, tinha um problema: ela gostava de ficar em casa e ele, não. Quando conheceu Gabriela Malvar, 25, administradora e estudante de direito, com quem já namora há cinco anos, sentiu que ia dar certo. ;Desde que conheci o Bruno, saímos tanto; Então, deu pra ver que seria uma relação bacana;, conta Gabriela.

O caminho dos dois se cruzou em 2009, na Universidade de Brasília. Ele já tinha cursado uma parte de outro curso quando decidiu trocar para administração, então, ela era veterana dele. A princípio, eram apenas colegas, mas não demorou muito para perceberem que tinham muitas ideias e gostos parecidos. Eles costumavam ir às mesmas festas e lugares e curtiam as mesmas músicas.

Tornaram-se amigos, além de namorados. ;Nós somos muito companheiros mesmo. Por sermos parecidos, criamos vínculos além da paixão;, explica o rapaz. Um é sempre companhia do outro para festivais de música fora de Brasília. Foram às três edições nacionais do Lollapalooza, a uma do Planeta Terra, sem contar o SWU e o Rock in Rio.

Os inseparáveis só divergem no quesito futebol. Ele adora, ela detesta. No início, Gabriela assistia com o namorado, chamava amigas para se distrair enquanto a partida rolava, mas, com o tempo, deixou de lado ; a não ser que seja um jogo mais importante. Da parte de Bruno, a falta de paciência é para acompanhá-la em lojas de roupa. Nada disso, no entanto, chega a ser um problema.

;Nós somos mais parecidos do que diferentes, mas tem alguns detalhes na personalidade;, Gabriela relata. ;Ela se atrasa, eu sou pontual;, Bruno exemplifica. As brigas entre os dois são raras. ;Às vezes, é até difícil aceitar que ele pensa diferente de mim em relação a alguma coisa, mas já nos acostumamos com algumas surpresas;, pondera a jovem.



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