A feira de todo o mundo

A feira de todo o mundo

Estrangeiros já elegeram a Torre de TV como parada obrigatória antes e depois dos jogos no Estádio Nacional. Os comerciantes do local reforçaram os estoques de comidas típicas e de bebidas para a partida de hoje

» MANOELA ALCÂNTARA
postado em 19/06/2014 00:00
 (foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)



Depois do estádio, a Feira da Torre de TV é um dos locais mais visitados por turistas no DF. O centro de vendas virou a atração e palco de diversão para os estrangeiros que chegam a Brasília para assistir aos jogos da Copa do Mundo. Entre as vantagens da visita, estão a proximidade dos hotéis e pousadas; a variedade de comidas típicas; e as opções de lazer oferecidas. O movimento é tanto que, na partida entre Suíça e Equador ; ocorrida no último domingo ;, a cerveja acabou antes do previsto. A administração do espaço acredita ter recebido 20 mil pessoas na ocasião.

Para hoje, a expectativa de público é tão grande que alguns donos de lanchonetes ampliaram o estoque em 200%. Além disso, pretendem estender o expediente até as 23h. A praça de alimentação é o lugar mais badalado da feira. Além da batucada e do soar das vuvuzelas dos turistas, os proprietários de boxes da feira contrataram um cantor de música popular brasileira para animar as refeições dos visitantes.

No jogo de domingo, teve quem fizesse fondue no meio da rua. Hoje, eles terão uma atração de peso além da animação que os segue desde o início do Mundial: a cantora Elba Ramalho fará um show gratuito ao lado do centro comercial, na área externa da torre. Ela se apresenta a partir das 19h. A programação faz parte da Exposição Festa dos Estados ; 48 Anos de História com Brasília, aberta ao público, no mezanino da atração turística.

Com a chegada dos estrangeiros, o movimento na banca Acarajé do Meio e Tapiocaria aumentou 90%. Na partida entre suíços e equatorianos, o estoque não foi suficiente para atender a demanda por cerveja e quitutes. Por isso, a preparação para hoje está reforçada. O permissionário do boxe comprou mais de 150 quilos de camarão seco e 200 quilos de massa de feijão para fazer acarajé. ;É a iguaria baiana que eles mais pedem. Investimos também na compra de cerveja. Fizemos um estoque pesado;, afirma Michael Monteiro, 29 anos, filho do proprietário da loja.

A banca da vovó Elza, a Go Minas, também reforçou o estoque das conservas de pimenta brasileira, de geleia de pimenta e aposta nos famosos pão de queijo, empadão goiano e pastel aberto para ganhar os gringos e brasileiros pelo paladar. Há 15 anos no local, Elza Lôbo, 76 anos, mantém um cardápio bilíngue, mas, para a Copa, produziu um poliglota. ;O material vai chegar em português, inglês, espanhol e francês;, conta. O faturamento da banca aumentou 60% na primeira partida realizada na capital e a cerveja também acabou. ;Dessa vez, compramos mais. Ninguém vai ficar desabastecido;, espera.

Visitantes

Na manhã de ontem, a língua oficial da Feira de Artesanato da Torre era o espanhol. O uniforme era amarelo com listras azuis e vermelhas. Na praça de alimentação, os colombianos descobriam os sabores oferecidos pelos brasileiros. Quem vai ao estádio hoje, tem planos: fazer o aquecimento antes de entrar no estádio na feira. O engenheiro Leonardo Vargas, 30 anos, está hospedado em uma pousada próxima ao centro e não perdeu a chance. ;Foram 15 minutos de caminhada, muito perto. Vou almoçar por aqui e, amanhã (hoje), chegar mais cedo à feira para me preparar antes de entrar na arena;, conta.

O colombiano provou o pão de queijo mineiro e tirou fotos com funcionários da banca de acarajé. Tudo para levar de recordação. ;Brasília é muito bonita, organizada. A arquitetura é linda e as pessoas são muito simpáticas. A minha próxima parada é Cuiabá para o jogo da Colômbia contra Japão;, disse. Otimista, ele ainda aposta em um placar para a partida de hoje: 2 x 0 para Colômbia.

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