Novo ataque à aliança com o PT

Novo ataque à aliança com o PT

Eduardo Cunha afirma que o PMDB não pode esperar para desembarcar do governo apenas em 2018, antes das eleições

postado em 23/07/2015 00:00
 (foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 23/6/15)
(foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados - 23/6/15)


Cinco dias depois de anunciar o rompimento com o governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que ;não tem condição; de o PMDB continuar aliado à presidente Dilma Rousseff até 2018, para só então o partido anunciar candidatura própria à Presidência da República.

O peemedebista evitou comentar declarações do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) de que o PMDB tem responsabilidade de garantir a governabilidade e apoiar Dilma. ;Cada um tem direito de ter a opinião que quer. Não tem condição é de achar que o PMDB vai ficar no governo até o último dia antes das eleições e depois lançar candidato próprio para criticar o governo do qual faz parte. Já fiz minha pregação política antes. Pezão passa por dificuldades no estado, é natural que queira manter o vínculo (com o governo federal);, afirmou o presidente da Câmara, ao chegar ao velório do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde.

Cunha lembrou que o PMDB fluminense ficou dividido em 2014, quando Pezão apoiou a reeleição de Dilma, e o presidente regional do partido, Jorge Picciani, liderou movimento em favor da candidatura de Aécio Neves (PSDB). ;Divergências são normais. Vou pregar, no congresso do PMDB, que o partido saia do governo.;

Investigado na Operação Lava-Jato, Cunha minimizou o fato de seu nome ter sido citado em anotações do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que está preso em Curitiba. ;Sou uma pessoa pública, qualquer um pode citar que vai me procurar. É normal. Deve ter 500 mil (citações a seu nome). Algumas pessoas eu recebo, outras não;, comentou o deputado, acusado de ter recebido propina de US$ 5 milhões em um negócio que envolveu a compra de navios-sondas pela Petrobras.


;Cada um tem direito de ter a opinião que quer. Não tem condição é de achar que o PMDB vai ficar no governo até o último dia antes das eleições e depois lançar candidato próprio para criticar o governo do qual faz parte;
Eduardo Cunha (PSDB-RJ), presidente da Câmara



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