Zimbábue solicita a extradição de americano

Zimbábue solicita a extradição de americano

postado em 01/08/2015 00:00

O governo de Zimbábue solicitou ontem a extradição de Walter Palmer, dentista americano que se encontra foragido desde a revelação de que foi responsável pela morte do leão Cecil, animal que vivia em uma reserva protegida no país africano. A caçada, que teria custado US$ 50 mil, causou revolta mundial, pois o animal era o maior símbolo do Parque Nacional Hwange.

;Pedimos às autoridades competentes sua extradição ao Zimbábue para que possa ser julgado pelas infrações que cometeu;, declarou a ministra do Meio Ambiente, Oppah Muchinguri, em uma coletiva de imprensa. Ela lamentou não ter sido possível deter Palmer ainda no país, já que ele deixou a África antes de o escândalo explodir.

O dentista, investigado pelo Serviço Americano de Vida Selvagem, se desculpou pela morte de Cecil por meio de um comunicado e disse que foi enganado pelo guia profissional Theo Bronkhorst, pois não sabia que estava matando um animal protegido ; no Zimbábue, a caça é permitida em reservas particulares.

Bronkhorst, por sua vez, declarou ontem à agência France-Presse que não fez nada de errado ao acompanhar Palmer durante a caçada. ;Não acho que faltei com nenhum de meus deveres. Fui contratado por um cliente para organizar uma caçada e disparamos contra um leão macho velho, que, para mim, superou sua idade reprodutiva, e acho que não fiz nada de ruim;, declarou. ;Meu cliente e eu estamos extremamente devastados por saber que essa coisa tinha um colar de localização porque em momento algum nós vimos isso no leão antes de atirar nele.;

Segundo a ministra Oppah Muchinguri, porém, Palmer, Bronkhorst e o dono da fazenda onde o leão foi morto são culpados por caça ilegal depois de ter atraído o animal para fora do parque nacional com uma carcaça de elefante.

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