>> Sr. Redator

>> Sr. Redator

postado em 28/10/2018 00:00
Amor e poder

As formas mais comuns com que tentamos enfrentar nossos desafios sociais mais complexos são os extremos: guerra agressiva ou paz submissa. Nenhuma funciona. Na esfera nacional, podemos manobrar para conseguir o que queremos ou deixar que outros façam o que quiserem. A explosividade não é o caminho, assim como a pasmaceira só atrapalha. Prefiro o respeito shakespeariano proposto na peça A megera domada (1593-1594): ;Como advogados procedamos, os quais, embora com calor discutam, depois comem e bebem como amigos;. Um personagem de Rent (2008), musical da Broadway, composto por Jonathan Larson, sobre as dificuldades dos artistas e músicos em Nova York, diz: ;O oposto da guerra não é a paz, é a criação!”. Para enfrentar nossos desafios sociais mais complexos, carecemos de uma nova forma que não seja nem guerra nem paz, mas criação coletiva. Como podemos cocriar novas realidades sociais? Para tanto, precisamos trabalhar com duas forças distintas e fundamentais que estão em tensão: o poder (impulso para a autorrealização) e o amor (impulso para a união).
; Marcos Fabrício Lopes da Silva.
Asa Norte


Eleição
Diante de tantos escândalos e da evidência de inúmeros desvios graves de comportamentos da classe política, infelizmente, o que vem prevalecendo é o jogo do poder. O referido jogo pode ter seu fim decretado e sepultado, se o eleitor brasileiro tiver a consciência de que o seu direito ao voto tem valor e que, dele, todos nós colhemos as consequências. Fato é que devemos diligenciar e fiscalizar cotidianamente a trajetória de nossos escolhidos, como também, antes mesmo de votar, devemos analisar a trajetória de vida do candidato, melhor dizendo, se o mesmo é ficha-limpa. É probo, ético? Estamos fartos de sermos enganados, de não termos uma educação satisfatória, um atendimento digno na rede pública de saúde, uma segurança pública eficaz, assim como em outras áreas. Precisamos ter a consciência de que o resultado de uma escolha malfeita é o quadro de crise moral e ética que visualizamos hoje ao nosso redor e que tanto nos envergonha e entristece. A hora é esta, a mudança virá pela importância e consciência que depositaremos o voto no candidato que foi, previamente, analisado e pesado pelo eleitor. Hoje, use sua arma: o voto soberano e consciente!
; Renato Mendes Prestes,
Águas Claras


; Hoje, será marcado por mais uma afronta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) contra a democracia e a cidadania: algo entre oito e nove milhões de eleitores não poderão votar, pelo simples fato de estar em trânsito. Esses tribunais violam, a não mais poder, a universalidade e obrigatoriedade do voto ; cláusulas pétreas ;, erodindo o princípio fundamental do exercício do poder pelo povo, por meio de representantes. Pela imposição de regras draconianas para o voto em trânsito, meros 88 mil eleitores puderam votar no 1; turno, num faz de conta de democracia. A cédula eleitoral (que é um meio de votação) deveria ser adotada para receber esse voto, mas isso macularia o marketing eleitoral do TSE em favor da urna eletrônica, que virou um fim em si mesma. Assim, adota-se o Princípio de Ricúpero: mostra-se para o mundo o que é bom (velocidade na apuração das eleições) e escondend-se o que é ruim (violação de direitos de nove milhões de eleitores). Por essa razão, o Brasil será denunciado à Convenção Interamericana de Direitos Humanos, por violação do artigo 23 do Pacto de San José. No Brasil, a Constituição é desrespeitada, mas por aqui isso é algo de somenos importância.
; Milton Córdova Júnior
Vicente Pire/DF

; Hoje é Dia D para a democracia. Data em que será decidido quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos. O PT governou este país por mais de 13 anos, tendo como presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O país, principalmente no governo Dilma, passou por uma situação caótica, sentida até hoje, com problemas na saúde, na educação, na segurança e em outras áreas. O ex-presidente Lula, mesmo estando encarcerado, condenado a 12 anos e um mês, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, tenta de todas as formas que o PT volte ao poder por meio de Fernando Haddad (PT). O PT, quando estava governando, teve envolvimento em uma série de problemas na Justiça, como mensalão, Lava-Jato; Petrobras e outros. Envolvendo petistas, devemos ainda considerar situações seríssimas: prisão de Lula e o impeachment da Dilma, pessoas de alto grau no Partido dos Trabalhadores. Segundo as pesquisas mais recentes, o adversário do Haddad (PT), Jair Bolsonaro (PSL) está bem à frente, dando a entender que sairá vitorioso. Se isso acontecer, penso: PT nunca mais!
; Jeferson Fonseca de Mello,
Águas Claras


; Quem de nós, mais idosos, não lembra das eleições em que Joaquim Roriz se candidatava ao Governo do Distrito Federal? Era um governador humano, solidário. Ajudava quem precisava mesmo. Seus adversários tremiam ao disputar tal cargo. Muitos o odiavam por causa dos ;lotes; que distribuía para quem precisava. Era um candidato que disputava na certeza de que ganharia. Hoje, surge um novo Roriz. Com mais de 70% nas pesquisas, Ibaneis, que promete mundos e fundos aos eleitores, com carisma, tem tudo para ser o novo governador, desbancando Rollemberg, que tenta a reeleição. Ibaneis saiu candidato com 1% das intenções de voto. Resta saber, se eleito, como indicam as pesquisas, cumprirá com tudo que tem prometido.
; José Monte Aragão,
Sobradinho

Tags

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação