Giro científico

postado em 20/02/2014 00:00

Robô fará cirurgias
Há muitos anos, a robótica é uma realidade na laparoscopia. Desde janeiro, o Instituto do Câncer de São Paulo utiliza o robô Da Vinci para cirurgias de próstata. Ele permite uma visão tridimensional, diferente da laparoscopia, que dá imagens em duas dimensões. O robô poderá ser usado em cirurgias urológicas, tubo digestivo, cabeça e pescoço, ginecológica e torácica. Há cerca de dois anos, o governo de São Paulo anunciou que passaria a fazer cirurgias com o equipamento, que custou R$ 10 milhões. Foi desenvolvido um protocolo de pesquisa no instituto, que é ligado à Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa, segundo o coordenador-médico do programa de cirurgia robótica, Ivan Cecconello, busca criar conhecimento a partir da experiência do uso do equipamento no instituto. Um dos pontos estudados é quais tipos de cirurgias produzem melhor resultado com o robô e quais por laparoscopia.

Peixe elétrico
Cientistas de uma universidade americana criaram um robô subaquático a partir da análise de características de um peixe elétrico da Bacia Amazônica. O ituí-cavalo (Apteronotus albifrons) é um peixe de hábitos noturnos. Ele é cego, mas consegue emitir uma leve corrente elétrica na água para determinar como é o ambiente em que está. Os receptores distribuídos pelo corpo do peixe permitem sentir o ambiente a partir da corrente elétrica emitida. Os pesquisadores acreditam que essas características podem ajudar no desenvolvimento de uma nova geração de robôs autônomos que operam debaixo d;água. Eles seriam úteis em casos de navios naufragados ou em vazamentos de petróleo, por exemplo. ;Hoje não temos robôs subaquáticos que funcionem bem em meio a obstruções ou em condições onde a visão não é muito útil;, disse Malcolm MacIver, um dos líderes da pesquisa. O cientista mostrou o resultado de sua pesquisa na reunião anual da Associação Americana para o Progresso da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Chicago.

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