Proibidas 21 novas drogas alucinógenas

Segundo a Anvisa, substâncias foram criadas para burlar as listas de entorpecentes ilícitos, como ecstasy, heroína e LSD

postado em 19/02/2014 00:00
 (foto: Divulgação/Anvisa)
(foto: Divulgação/Anvisa)

Brasília ; A diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ampliou ontem a lista de drogas sintéticas proibidas no país. Assim, 21 substâncias serão incluídas na categoria de psicotrópicos de uso e venda proibidos no Brasil. São substâncias com efeitos alucinógenos e estimulantes, semelhantes a drogas já banidas, como Ecstasy e LSD. A lista, integrada por alucinógenos compostos da série NBOMe e pela metilona, atende em parte pedidos da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.

Segundo o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, ;a comercialização, o porte ou a utilização são considerados crime;. Para isso, porém, é preciso que a Anvisa publique uma resolução com a decisão, o que deve ocorrer hoje. Das 21 substâncias, o alucinógeno 2C-B teve a categoria trocada: deixou de ser sujeito a controle especial e se tornou proibido no país. Outra substância que teve o uso proibido foi a metoxetamina, droga recreativa com efeitos estimulantes. Outras duas substâncias, o tapentadol e a teriflunomida, foram incluídas preventivamente na lista de drogas sujeitas a controle especial. São medicamentos que ainda não existem no Brasil, mas caso venham a ser registrados seguirão as regras de controle especial, já existentes para outras substâncias.

;São 21 drogas novas, criadas para burlar as listas de drogas ilícitas publicadas no mundo. Nenhuma delas tem utilidade como medicamento, são produtos que simulam efeitos semelhantes ao de outras drogas ilícitas já conhecidas, como ópio, heroína e LSD, que agem sobre o sistema nervoso central e podem provocar alucinações;, explicou Barbano.

De acordo com o diretor de Regulação Sanitária da Anvisa, Renato Porto, relator do processo votado ontem, as análises começaram a ser feitas no ano passado e apontaram outras proibições necessárias. ;Tivemos dois pedidos feitos pela polícia e, após análise criteriosa feita pela agência, esse número foi aumentado para garantir que formas semelhantes dessas drogas também fossem incluídas;, explicou Porto.

A Anvisa aprovou ainda atuar em sintonia com as decisões sobre substâncias ilícitas adotadas por agências congêneres ou por polícias científicas internacionais, para agilizar a atualização da lista de substâncias proibidas à medida que os pedidos cheguem à agência e não em um único processo, como acontecia até agora.

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